Grupo Taking: Uma Virada Estratégica em 2025
O ano de 2025 foi um marco na história do Grupo Taking, trazendo um contraste significativo para uma empresa que já opera em grande escala no setor de tecnologia. Após enfrentar o pior trimestre em três décadas, a companhia conseguiu se reerguer e fechar o ano com resultados próximos das metas estabelecidas, sob a liderança direta do CEO Marco Romero.
Romero relata que a mudança fundamental ocorreu quando a empresa decidiu reavaliar sua abordagem comercial e a execução dos projetos. “Ou mudávamos de rumo, ou eu voltaria para a operação”, afirmou, destacando que reassumiu a liderança da área comercial ao longo do ano. Essa reação começou no segundo trimestre, ganhou força no terceiro e culminou com uma recuperação sólida no quarto, resultando em um fechamento de 2025 com aproximadamente 95% a 96% da meta comercial alcançada, além de superação dos objetivos corporativos.
Em comparação com 2022, o ano considerado o melhor da empresa, Romero observa que manter taxas elevadas de crescimento se torna mais desafiador. Mesmo assim, 2025 trouxe uma imagem expressiva de sucesso, com uma receita anual em torno de R$ 150 milhões e um quadro de cerca de mil colaboradores. O CEO atribui esse desempenho à combinação de foco no cliente e à capacidade de entrega em projetos críticos.
Entre os clientes notáveis do grupo estão empresas como Mondelez, Porto Seguro e HDI Seguros, além de indústrias como Sabó e instituições acadêmicas como a Universidade Cruzeiro do Sul. Romero destaca, em especial, o projeto de Páscoa para a Mondelez, considerado de alta criticidade, devido à sua importância comercial.
A eficiência na execução também foi um ponto de atenção. Segundo Romero, o “time de entrega” melhorou cerca de 400% nos últimos três anos, resultando em uma “ciclagem positiva”, onde projetos bem-sucedidos aceleram novas entregas para os mesmos clientes. Ao final de 2025, a empresa contava com aproximadamente 120 clientes ativos e uma gama de serviços que incluem dados, integrações e alocação de profissionais.
Para 2026, a estratégia do Grupo Taking envolve não apenas a expansão da carteira de clientes, mas também um aumento na participação dentro da base atual. A divisão comercial foi organizada para focar na prospecção de novos clientes, enquanto desenvolve contas já existentes. Romero enfatiza a importância do reinvestimento, com a empresa destinando cerca de 80% de seus resultados para o fortalecimento operacional e a capacidade de execução.
Os investimentos em 2025 ultrapassaram R$ 20 milhões, com projeções de aumento de 10% a 15% para o próximo ano. Em relação à avaliação da empresa, o CEO prefere não divulgar números sem uma auditoria independente robusta e planeja recorrer a uma empresa de renome, como a KPMG, para formalizar essa etapa.
Um dos principais diferenciais tecnológicos do grupo é a ferramenta interna “Tate”, que se transformou em um produto capaz de acelerar a criação e o design de soluções em até 60%, em comparação com práticas tradicionais. A solução visa agilizar o processo entre a ideação e a execução, consolidando insumos, requisitos e benchmarks.
A inovação também se estendeu ao recrutamento, com o desenvolvimento do “Tate Recruit”, que utiliza inteligência artificial para aprimorar a seleção de talentos, permitindo que candidatos qualificados sejam apresentados em poucos dias. Apesar da ênfase na automação, Romero ressalta que essa deve estar alinhada ao retorno sobre investimento (ROI) e a processos que realmente reduzem esforço repetitivo, não visando a demissão de colaboradores.
Para 2026, a meta de crescimento é de 35%. O CEO reconhece que o cenário se tornou mais complexo, com desafios como a perda de produtividade em feriados prolongados, mas acredita na existência de uma demanda reprimida, especialmente em projetos de dados e eficiência operacional. Romero afirma que o grupo deve ajustar seu foco setorial conforme as necessidades do mercado, priorizando segmentos que exigem alta eficiência.
Com concorrentes como Stefanini e BRQ Digital Solutions no horizonte, o Grupo Taking busca competir com agilidade e precisão na entrega de produtos, transformando a eficiência interna em resultados concretos para seus clientes. Em um mercado saturado de promessas de tecnologia, a verdadeira vantagem competitiva reside em saber onde a inovação gera resultados tangíveis.
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