O Ministério da Saúde do Brasil emitiu um alerta sobre a circulação de desinformação nas redes sociais relacionada à vacina contra a gripe. A pasta enfatizou que a vacina produzida pelo Instituto Butantan é eficaz na prevenção de hospitalizações e mortes, especialmente entre grupos vulneráveis, como crianças pequenas e idosos com 60 anos ou mais. Recentemente, surgiram publicações que afirmam, sem embasamento científico, que a vacina aumentaria o risco de contrair a própria gripe, informação que o ministério desmentiu categoricamente.
A vacina contra a gripe disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) é a Influenza trivalente, projetada para prevenir complicações graves, internações e óbitos causados pelo vírus. O Ministério da Saúde reiterou que este imunizante é recomendado por instituições de renome, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos, e que segue rigorosamente as orientações internacionais.
O ministério explicou que a vacina é feita com vírus inativados, fragmentados e purificados, o que impossibilita que a vacina cause a doença. Assim, a afirmação de que a vacina poderia resultar em uma gripe mais forte ou aumentar o risco de infecção é falsa. Um fator que contribui para a confusão é a maior circulação do vírus influenza durante o outono e inverno, coincidindo com o aumento de casos de outras viroses respiratórias, como parainfluenza, COVID-19, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus. Pessoas vacinadas podem contrair outros vírus e apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, levando à falsa impressão de que a vacina não foi eficaz.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, lançada em 28 de abril e que se estenderá até 30 de maio em várias regiões do Brasil, está focada em grupos prioritários, incluindo idosos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, trabalhadores da saúde, professores e outros grupos considerados mais vulneráveis. Até o momento, mais de 2,3 milhões de doses foram distribuídas.
É importante ressaltar que a vacinação anual é crucial, uma vez que a composição da vacina é atualizada anualmente, conforme as orientações da OMS, para acompanhar as cepas virais mais prevalentes. O ministério também destacou a importância da vigilância em relação à Influenza A (H3N2), especialmente o subclado K, que tem sido frequentemente registrado na América do Norte, embora até agora apenas quatro casos desse subclado tenham sido identificados no Brasil.
A vigilância da Influenza envolve monitoramento contínuo dos casos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave (SRAG), diagnóstico precoce e investigação de eventos incomuns. O ministério enfatizou que a vacina contra a gripe não aumenta o risco da doença e que a adesão à vacinação é a maneira mais eficaz de proteger a si mesmo e aos mais vulneráveis, reduzindo internações e evitando mortes. Para concluir, o ministério pediu que as pessoas não espalhem desinformação e verifiquem sempre informações em fontes oficiais, como o site do próprio Ministério da Saúde e da OMS, antes de compartilhar notícias.
Fonte: Link original

































