Tensões Entre Irã e EUA Aumentam Após Ameaças de Trump
Neste domingo, 5 de novembro, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, e outras autoridades do país reagiram às ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em uma declaração carregada de palavras agressivas, Trump afirmou que atacaria a infraestrutura do Irã caso o Estreito de Ormuz não fosse liberado até a noite de terça-feira, 7.
Qalibaf não hesitou em responder. Em uma publicação nas redes sociais, criticou a postura do presidente americano, afirmando que suas ações "imprudentes" podem levar os Estados Unidos a um "inferno em vida". Ele responsabilizou Trump por provocar conflitos na região, insistindo que a verdadeira solução seria respeitar os direitos do povo iraniano e encerrar o que chamou de "jogo perigoso".
Além de Qalibaf, Ali Akbar Velayati, ex-ministro das Relações Exteriores e assessor do líder supremo do Irã, também se manifestou. Ele alertou que a "frente da resistência", composta por grupos aliados do Irã em países como Líbano, Iraque e Iémen, poderia direcionar suas ações para o Estreito de Bab Al-Mandeb, no Mar Vermelho, uma via crucial para o comércio global.
Velayati advertiu que qualquer erro da parte da Casa Branca poderia resultar em interrupções significativas no fluxo de energia e comércio mundial. "Um único sinal pode desencadear consequências severas", afirmou.
Em uma declaração adicional, Seyyed Mohammad Mehdi Tabatabaei, porta-voz da presidência iraniana, destacou que a reabertura do Estreito de Ormuz dependeria de uma compensação financeira ao Irã pelos danos causados pela guerra.
Por sua vez, Esmail Qaani, comandante da Força Quds, a elite da Guarda Revolucionária do Irã, alertou que os Estados Unidos e Israel devem se preparar para "novas surpresas". Ele se referia a operações recentes, incluindo o resgate de um piloto americano que teve seu avião abatido em território iraniano.
A escalada das tensões entre os dois países continua a preocupar a comunidade internacional, enquanto líderes iranianos reiteram sua firmeza em defesa da soberania nacional.
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