O ex-senador Romero Jucá, do MDB, anunciou sua candidatura a uma vaga na Câmara dos Deputados por Roraima em uma entrevista ao programa Rádio Verdade da rádio Equatorial 93FM. Jucá, que já foi senador por três mandatos consecutivos e acumulou 24 anos de experiência no Senado, enfatizou a necessidade de uma bancada técnica e qualificada que possa representar adequadamente Roraima no cenário nacional. Ele acredita que o estado, apesar de pequeno, deve ter uma representação forte e capaz de competir com outras regiões do Brasil.
A candidatura de Jucá faz parte de um projeto mais amplo do MDB em Roraima, que planeja lançar até oito candidatos para a Câmara dos Deputados. Além deles, o partido também está articulando 25 nomes para a Assembleia Legislativa do estado. Uma das pré-candidatas ao Senado é a ex-senadora Teresa Surita, ex-mulher de Jucá, que é vista como uma figura experiente em gestão política. Jucá destacou a estratégia do MDB de reunir um time diversificado, composto por pessoas com experiência em gestão e novos nomes, com o objetivo de promover uma política que realmente beneficie a população.
Ao longo de sua carreira política, Jucá ocupou cargos importantes, como o de ministro da Previdência Social durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e o de ministro do Planejamento no governo de Michel Temer. Ele também atuou como líder do governo no Senado sob diferentes presidentes, incluindo Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma Rousseff e Temer. No entanto, sua trajetória não foi isenta de controvérsias. Em 2018, ele deixou o cargo de líder do governo em meio a desentendimentos sobre a gestão da crise migratória venezuelana em Roraima.
Natural de Pernambuco, Jucá começou sua carreira política no estado natal, onde presidiu a Fundação Nacional do Índio (Funai) e foi o último governador do Território Federal de Roraima, além de ser o primeiro governador do estado após sua criação pela Constituição de 1988. Sua ascensão política se consolidou com as eleições para o Senado em 1994, 2002 e 2010. Entretanto, em 2022, ele não conseguiu se reeleger para o Senado.
O retorno de Jucá à disputa eleitoral ocorre em um contexto delicado, marcado por pendências judiciais. Ele se tornou réu na operação Lava Jato em 2019 e, em 2022, foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investigava fraudes em convênios com prefeituras de Roraima. Apesar desses desafios legais, Jucá mantém sua disposição de voltar à política, ressaltando a importância de uma representação forte para Roraima na Câmara dos Deputados. Ele reafirmou seu compromisso com a boa política, prometendo trabalhar para melhorar a vida das pessoas no estado. Com essa postura, Jucá busca se reintegrar ao cenário político, apresentando-se como uma opção viável para os eleitores roraimenses.
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