Em 2023, o projeto de Revisão da Farmacoterapia foi desenvolvido como uma colaboração entre a Farmusp e o Hospital Universitário (HU) da Universidade de São Paulo (USP), sob a liderança do médico Egídio Dórea. O objetivo principal do projeto é fornecer uma orientação adequada sobre o uso de medicamentos e promover a educação em saúde. Com o passar do tempo, essa iniciativa se consolidou como um serviço farmacêutico regular, reconhecido pelo Conselho Federal de Farmácia em 2026.
O serviço de Revisão da Farmacoterapia consiste em uma análise sistemática dos medicamentos que os pacientes estão utilizando. Essa avaliação é realizada por farmacêuticos com o intuito de identificar e resolver problemas relacionados à prescrição e ao uso de medicamentos, bem como à eficácia terapêutica. Entre os problemas frequentemente identificados estão reações adversas, baixa adesão ao tratamento, erros de dosagem, interações medicamentosas e a necessidade de acompanhamento ou de terapias adicionais. Além disso, o serviço também busca identificar oportunidades para reduzir os custos dos tratamentos.
As consultas para a Revisão da Farmacoterapia são realizadas de forma presencial na Farmusp, que está localizada na Rua da Praça do Relógio, 74, ao lado do bandejão central no campus da Cidade Universitária, em Butantã, São Paulo. Durante essas consultas, um dos três farmacêuticos clínicos responsáveis pelo serviço conduz a análise, acompanhado por estudantes de graduação que estão em estágio curricular na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. Esse modelo não apenas proporciona aos pacientes uma avaliação detalhada de suas terapias, mas também oferece aos estudantes uma experiência prática valiosa em um ambiente clínico.
A importância desse projeto se destaca na melhoria da segurança e eficácia do tratamento medicamentoso dos pacientes. Ao realizar uma Revisão da Farmacoterapia, os farmacêuticos podem contribuir significativamente para a saúde dos pacientes, identificando e solucionando problemas que podem comprometer os resultados esperados do tratamento. Isso é especialmente relevante em um contexto em que a polifarmácia (uso de múltiplos medicamentos) é comum, e onde a complexidade do tratamento pode levar a consequências adversas se não for cuidadosamente monitorada.
O projeto também reflete a crescente valorização do papel do farmacêutico na equipe de saúde, destacando a necessidade de uma abordagem multidisciplinar no cuidado ao paciente. A educação em saúde, que é um componente central do serviço, capacita os pacientes a entenderem melhor suas condições de saúde e a importância de seguir as orientações sobre a utilização de medicamentos.
Em resumo, a Revisão da Farmacoterapia, implementada pela Farmusp em parceria com o HU da USP, representa um avanço significativo na prestação de serviços farmacêuticos e na promoção da saúde, garantindo que os pacientes recebam orientações precisas e suporte contínuo em suas jornadas de tratamento. Este projeto não apenas beneficia os pacientes, mas também enriquece a formação dos estudantes envolvidos, preparando-os para desempenhar um papel ativo e eficaz na promoção da saúde pública.
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