Artemis 2: Treinamento inédito com Lua inflável em gravidade zero

Artemis 2 treinou por dois anos e até com Lua inflável para fotografar em gravidade zero

O treinamento para a fotografia lunar dos astronautas da missão Artemis 2 da NASA envolveu um processo rigoroso de aproximadamente dois anos no Centro Espacial Johnson, em Houston. Durante esse período, os astronautas aprenderam a capturar imagens da Lua e da Terra, estudando aspectos como texturas da superfície lunar, variações de cor e refletividade, além da identificação de crateras. Essa preparação foi ministrada por Katrina Willoughby e Paul Reichert, ex-alunos do Instituto de Tecnologia de Rochester, que possuem experiência em ciências fotográficas e são veteranos em treinar astronautas para registros visuais.

A tripulação da Artemis 2 conta com um arsenal fotográfico impressionante, que inclui três câmeras profissionais Nikon (duas D5 e uma Z9), quatro câmeras GoPro e um iPhone modificado para cada membro, totalizando 32 dispositivos de imagem na espaçonave Orion. O treinamento específico para fotografia é parte da tradição da NASA, que valoriza a documentação visual desde as missões Apollo. Apesar de muitos astronautas não terem experiência prévia em fotografia, Christina Koch, a primeira mulher a ir à Lua, destacou sua prática em astrofotografia, mencionando os desafios de capturar timelapses em um ambiente dinâmico como o da missão.

Durante o sobrevoo lunar, Koch comentou sobre a observação das texturas lunares através das câmeras e lentes com zoom, refletindo a importância do treinamento prático que incluiu simulações com modelos da Orion e o controle das condições de luz. Victor Glover, piloto da Artemis 2 e o primeiro astronauta negro a orbitar a Lua, mencionou que a NASA criou uma representação inflável da Lua para treinar os astronautas na captura de imagens em um ambiente de gravidade zero, ressaltando a complexidade dessa tarefa e a necessidade de ir além do básico em termos de fotografia.

O objetivo das imagens capturadas não é apenas documentar a missão, mas também fornecer dados essenciais para as equipes de geologia e ciência na Terra. Willoughby enfatizou que as fotos são fundamentais para a pesquisa e que a equipe tinha imagens específicas em mente que consideravam cruciais. Reichert acrescentou que, além das dificuldades de focar a Lua em gravidade zero, os astronautas estão igualmente sendo monitorados em suas atividades, como exercícios, através da captura de imagens que ajudam a garantir que estão utilizando os equipamentos corretamente.

Embora a fotografia tenha um papel significativo na missão, as observações diretas dos astronautas também são valorizadas pela NASA, oferecendo uma experiência única de aprendizado científico. Koch compartilhou que, em momentos como o eclipse em que a Lua encobriu o Sol, a equipe percebeu que certas experiências eram impossíveis de serem capturadas em imagens, mas ainda assim a busca por entender e compartilhar essas experiências com a Terra era crucial. A missão Artemis 2, portanto, não é apenas um marco na exploração espacial, mas também uma oportunidade de aprendizado e inovação na captura de imagens em um ambiente desafiador.

Fonte: Link original

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