Orbán admite derrota e se despede após 16 anos no poder

Orbán admite derrota e se despede após 16 anos no poder

Hungria: Viktor Orbán Reconhece Derrota nas Eleições para Péter Magyar do Partido Tisza

No último domingo (12), a Hungria passou por um marco histórico com a vitória do opositor Péter Magyar nas eleições gerais. O primeiro-ministro Viktor Orbán, que governou o país por 16 anos, admitiu a derrota em um discurso em que reconheceu a ampla vitória do Partido pelo Respeito e pela Liberdade (Tisza), que conquistou mais de dois terços das cadeiras na Assembleia Nacional.

"Não recebemos a responsabilidade e a oportunidade de governar", declarou Orbán, ressaltando que agora irá servir ao país na oposição. O discurso foi feito logo após Magyar anunciar em suas redes sociais que Orbán o havia parabenizado pela vitória. O líder oposicionista destacou a importância do pleito, que ocorreu exatamente 23 anos após o referendo sobre a adesão da Hungria à União Europeia.

Resultados das Eleições

Com cerca de 90% das urnas apuradas, o Tisza obteve 138 das 199 cadeiras disponíveis, superando o limite de dois terços do Legislativo húngaro. O partido Fidesz, de Orbán, conseguiu 54 cadeiras, enquanto o Mi Hazánk, de ultradireita, somou apenas sete. A participação eleitoral foi recorde, com mais de 77,8% dos eleitores comparecendo às urnas, principalmente em cidades de médio porte e entre os jovens, que tendem a apoiar Magyar.

Os eleitores húngaros estavam decididos a escolher seus representantes em um sistema misto, onde 106 deputados são eleitos em círculos uninominais e 93 em listas de partidos. A eleição foi amplamente observada, refletindo a relevância de Orbán na política populista de ultradireita globalmente.

Compromissos de Magyar e Reação Internacional

Péter Magyar, que anteriormente fazia parte do Fidesz, comprometeu-se a restabelecer os laços da Hungria com a União Europeia e a OTAN, relações que se deterioraram durante o governo de Orbán. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, parabenizou Magyar, afirmando que "a Hungria escolheu a Europa", enfatizando a importância da união entre os países europeus.

Líderes de outros países europeus também expressaram congratulações. O chanceler alemão, Friedrich Merz, elogiou a decisão do povo húngaro e destacou a necessidade de uma Europa unida e forte. O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou a vitória de Magyar como um triunfo da democracia e um reflexo do compromisso dos húngaros com os valores da União Europeia.

Desafios de Orbán e Oposição de Magyar

Durante seu governo, Orbán enfrentou críticas por suas políticas, que incluíram repressão aos direitos das minorias e controle da liberdade de imprensa. Ele também foi acusado de corrupção e de desviar recursos públicos para beneficiar aliados empresariais. Apesar de seus esforços para manter laços com a Rússia, incluindo apoio ao presidente Vladimir Putin, a pressão interna e externa cresceu.

Péter Magyar, agora uma figura central na política húngara, destacou a importância de abordar questões que afetam diretamente a população, como saúde pública e transporte. Sua campanha se concentrou em combater a corrupção e revitalizar a democracia húngara, contrastando fortemente com a abordagem de Orbán.

As eleições de 2026 marcam um ponto de virada na política da Hungria, refletindo o desejo dos cidadãos por mudanças significativas e por uma maior integração com a União Europeia. A ascensão de Magyar sinaliza uma nova era para o país, que agora busca reconstruir suas relações no cenário internacional.

Fonte: Link original

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