Viktor Orbán perde após 16 anos: Eleições na Hungria 2023

Peter Magyar, vencedor das eleições e líder do partido conservador pró-europeu TISZA, realiza uma coletiva de imprensa no Centro de Congressos e Exposições HUNGEXPO em Budapeste, Hungria, no dia 13 de abril de 2026, um dia após as eleições gerais húngaras. O partido do conservador Peter Magyar conquistou uma maioria parlamentar de dois terços nas eleições húngaras, representando uma derrota clara para o primeiro-ministro nacionalista de longa data Viktor Orbán, de acordo com resultados quase completos.

No último domingo (12), a Hungria realizou uma eleição histórica, na qual a população foi às urnas para escolher um novo primeiro-ministro e os representantes da Assembleia Nacional, composta por 199 cadeiras. Este pleito é considerado o mais significativo desde a transição democrática do país, ocorrida entre 1989 e 1990. O líder opositor Péter Magyar, do partido Tisza, conseguiu desbancar Viktor Orbán, uma figura proeminente da extrema direita e aliado próximo de Jair Bolsonaro. Com 95,63% das urnas apuradas, o Tisza obteve 137 cadeiras, enquanto o partido Fidesz de Orbán ficou com 55 e o Mi Hazánk com 7.

Péter Magyar, da centro-direita, celebrou a vitória com um discurso vibrante, afirmando que “juntos, libertamos a Hungria e nos livramos do regime de Orbán”, e enfatizou que “o amor venceu hoje, porque o amor sempre vence”. Em contraste, Orbán reconheceu a derrota, descrevendo o resultado como “claro e doloroso”. Após a vitória, Magyar fez um apelo para que o presidente da Suprema Corte, o procurador-geral e os líderes da mídia e do órgão de defesa da concorrência renunciassem, prometendo que a nova Hungria se tornaria uma forte aliada da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A eleição contou com uma participação recorde de 66% dos eleitores, e vídeos das celebrações nas ruas de Budapeste se espalharam nas redes sociais, refletindo um clima de festa entre os apoiadores da mudança.

A trajetória de Orbán à frente do Fidesz foi marcada por uma longa permanência no poder, onde ele e seu partido reescreveram a Constituição e implementaram uma série de leis com o intuito de estabelecer uma “democracia cristã iliberal”. Entre suas políticas controversas, destacam-se a restrição da liberdade de imprensa, o enfraquecimento do Judiciário e a limitação dos direitos de minorias, incluindo a comunidade LGBT+, além de uma postura rígida em relação à imigração. Orbán também foi criticado por sua recusa em prender o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por supostos crimes de guerra na Faixa de Gaza e pela decisão de não participar do Tribunal Penal Internacional.

A relação entre Orbán e Bolsonaro é notável, especialmente quando o ex-presidente brasileiro chamou Orbán de “irmão” e adotou retóricas semelhantes em seus discursos, como o lema fascista de “Deus, Pátria, Família”, que também tem raízes na história do fascismo europeu, incluindo a Ação Integralista no Brasil e a Ditadura do Estado Novo em Portugal.

A eleição recente na Hungria representa, portanto, uma mudança significativa no panorama político do país e um claro desejo da população por uma nova direção, marcando o fim de uma era sob o comando de Orbán e suas políticas controversas. A vitória de Magyar e do Tisza não só simboliza uma nova esperança para muitos húngaros, mas também um passo importante para a revitalização da democracia no país.

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