Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira Trocam Críticas em Meio à Campanha Presidencial
Em um clima de tensões políticas, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) respondeu às declarações de Eduardo Bolsonaro, que havia criticado a falta de apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do próprio Nikolas à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Durante uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro no Complexo da Papuda, Nikolas afirmou que Eduardo "não está bem" e refutou as acusações de amnésia.
“Discordo que eu tenha amnésia. Lembro muito bem dos anos em que fui injustamente atacado”, declarou Nikolas, em conversa com jornalistas. Ele enfatizou a importância de focar nos desafios do Brasil, em vez de se perder em divergências internas. “Acredito que temos um Brasil para salvar”, acrescentou.
O deputado também saiu em defesa de Michelle Bolsonaro, pedindo a Eduardo que a deixe enfrentar suas dificuldades pessoais. “Ela é uma esposa e uma mãe que cuida de sua filha e prepara alimentos para seu marido, que está preso injustamente”, destacou.
Nikolas Ferreira criticou ainda a postura de Eduardo, afirmando que suas declarações refletem mais sobre ele do que sobre si mesmo. “Temos o pai dele preso, enfrentando problemas de saúde, e pessoas presas desde o dia 8 de janeiro. A prioridade deveria ser abordar essas questões, não nos atacar”, disparou.
O deputado também mencionou que as críticas que recebe costumam vir de quem tenta ser "mais bolsonarista do que o próprio Bolsonaro". Reafirmou sua lealdade ao ex-presidente, dizendo: “O presidente Bolsonaro sempre me tratou muito bem, e continuo sendo leal a ele”.
Eduardo Bolsonaro, em entrevista ao SBT News, havia criticado a falta de apoio de Michelle e Nikolas à pré-candidatura de Flávio. Ele insinuou que ambos estavam com uma “amnésia” e previu que a adesão de figuras do bolsonarismo à campanha de Flávio seria mais uma questão eleitoral do que de princípios.
“Naturalmente, essas pessoas vão acabar apoiando a campanha do Flávio, que já se mostrou robusta e competitiva”, afirmou Eduardo. No entanto, ele alertou que esperar para se manifestar pode fazer com que a adesão pareça apenas uma estratégia eleitoral, evidenciando interesses pessoais.
A tensão entre os membros da família Bolsonaro e seus aliados continua a crescer, refletindo as complexidades das relações políticas em um cenário eleitoral cada vez mais acirrado.
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