Giovanni Cidreira revela: “A arte é minha fogueira”

Giovani Cidreira (Foto: Vine Ferreira)

Giovani Cidreira, um talentoso cantor, compositor e instrumentista originário da periferia de Salvador, Bahia, apresenta seu mais recente álbum, “Coração Disparado”, como um retorno às suas raízes e à essência de quem ele é. Este novo trabalho foi gravado na Casa de Francisca, em São Paulo, e destaca Cidreira em um formato mais intimista, apenas com sua voz e violão. Durante uma conversa no podcast “Sabe Som?”, conduzido por Thiago França, Cidreira compartilha que o processo criativo deste álbum foi inverso ao modelo tradicional de gravação.

Em vez de primeiro criar e ensaiar as músicas em estúdio antes de apresentá-las ao público ao vivo, ele decidiu gravar as novas canções em um ambiente ao vivo, com a presença do público. Ele explica que essa abordagem foi atraente para ele devido ao desafio que representa. Cidreira expressa seu gosto por se colocar em situações desafiadoras, onde há um risco maior de erro, o que, segundo ele, torna a experiência mais autêntica e emocionante. Ele considera essa prática uma forma de “guerrilha artística”, onde se busca uma conexão direta com o público sem depender das convenções e interesses da indústria musical.

O cantor relembra seus começos em uma banda de rock em Salvador, caracterizando seu estilo inicial como “punk” e enraizado na experiência da periferia. Após essa fase, ele começou a desenvolver sua carreira solo, inicialmente sem se restringir ao formato de voz e violão, mas sempre com uma forte influência desse instrumento em suas composições. Cidreira reflete sobre seu álbum anterior, “Japanese Food”, que, apesar de ser classificado como MPB, apresentava uma instrumentação rica e diversificada, reminiscente dos anos 70. Ele ressalta que, independentemente da instrumentação, a estrutura de suas músicas sempre teve o violão como base fundamental.

Além de sua abordagem artística, Cidreira enfatiza a importância de se apresentar em cidades menores e de manter uma postura independente, evitando a dependência das plataformas musicais convencionais. Ele acredita que é essencial para os artistas contemporâneos se engajar em uma “guerrilha” cultural, criando espaços para a música e a arte nos locais onde normalmente não há. Essa abordagem envolve abrir garagens, promover encontros e diálogos com as comunidades, e criar oportunidades para o surgimento e a continuidade de novos trabalhos musicais.

Por fim, Cidreira se mostra otimista e motivado, encorajando outros a encontrarem formas de lançar suas músicas e se conectarem com o público de maneira autêntica, sem se deixar levar pelos interesses mercadológicos que muitas vezes dominam a indústria da música. O podcast “Sabe Som?” é uma plataforma onde ele compartilha essas ideias e experiências, disponível nas principais plataformas de áudio, como Spotify e YouTube Music, e novos episódios são lançados semanalmente. A conversa com Cidreira oferece uma visão valiosa sobre o cenário musical atual e as novas formas de interação entre artistas e suas audiências.

Fonte: Link original

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