Meta Lança Anúncio de IA com Música sobre Fim do Mundo

Meta Lança Anúncio de IA com Música sobre Fim do Mundo

Meta Lança Anúncio Controverso no Instagram com Mensagem de Otimismo

Na manhã de quinta-feira, a Meta, empresa controladora do Instagram, divulgou um anúncio que rapidamente chamou a atenção dos usuários. Com a mensagem de que a inteligência artificial não nos tornará “menos conectados” ou “nos deixará para trás”, o vídeo utiliza a icônica faixa "Five Years" de David Bowie, lançada em 1972, que aborda temas complexos, incluindo a apocalipse.

O narrador do anúncio expressa: “Chamem-nos de otimistas, chamem-nos de sonhadores, chamem-nos do que quiserem—mas estamos apostando nas pessoas, e gostamos dessas chances.” As cenas do vídeo mostram momentos de afeto e conexão, como uma criança brincando com uma borboleta e pais sorrindo com seu bebê. Além disso, o anúncio destaca o uso das polêmicas óculos inteligentes da empresa, focando em situações que não envolvem assédio, um ponto sensível em discussões recentes sobre privacidade.

A letra da música utilizada no anúncio inclui trechos que refletem sobre a condição humana e a necessidade de conexão, como: "Ouvi telefones, casa de ópera, melodias favoritas" e "Nunca pensei que precisaria de tantas pessoas." No entanto, o anúncio omite partes mais sombrias da canção, que falam sobre a iminente destruição do planeta.

Em declaração, o porta-voz da Meta, Francis Brennan, ressaltou a visão otimista de Bowie em relação à canção: “As pessoas estão tão sérias e assustadas com o futuro que eu gostaria de transformar esse sentimento em uma onda de otimismo.” A citação, extraída de uma entrevista de 1972, destaca a perspectiva de Bowie sobre a tecnologia e o futuro.

Entretanto, é importante notar que a letra de "Five Years" aborda um cenário distópico, onde a Terra enfrenta seus últimos cinco anos, mergulhando em pânico e violência. Mick Woodmansey, ex-baterista do grupo de Bowie, também comentou sobre a profundidade emocional da canção, recordando que Bowie chegou a chorar durante a gravação.

Jeremy D. Larson, vice-diretor da Pitchfork, observa que o uso de músicas fora de contexto em comerciais é uma prática comum na indústria. Ele menciona um exemplo de um anúncio da Carnival Cruise que usa uma canção de Iggy Pop sobre vício em heroína. Vale ressaltar que, como a Warner Chappell Music detém os direitos do catálogo de Bowie, a decisão sobre o uso de suas músicas cabe a essa empresa.

Esse anúncio da Meta gerou debates sobre ética e sensibilidade na escolha de músicas para campanhas publicitárias, levantando questões sobre a relação entre arte, marketing e a experiência humana.

Fonte: Link original

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