Cresce a fome entre 67% da população da Faixa de Gaza com conflitos

Uma menina bebe água de um balde de plástico enquanto palestinos deslocados coletam água na área de Mawasi, em Khan Yunis, em 14 de agosto de 2025. À época, organizações internacionais já trabalhavam para fornecer água potável à população em meio ao agravamento da crise e à disseminação de doenças devido à destruição do sistema de saneamento básico, causada por Israel.

Gaza Enfrenta Crise Alimentar Severíssima: 1,4 Milhão de Pessoas em Risco de Fome

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertam sobre uma grave crise alimentar na Faixa de Gaza, onde cerca de 1,4 milhão de pessoas, o que equivale a 67% da população total, estão passando fome. Embora esse número represente uma leve melhora em relação aos 1,6 milhão de afetados (77%) registrados no final de 2025, a situação continua crítica.

Organizações internacionais apontam que aproximadamente 212 mil pessoas se encontram na fase quatro da Classificação Integrada das Fases de Segurança Alimentar (IPC), que indica uma emergência humanitária por fome. O IPC classifica a insegurança alimentar em cinco estágios: segurança alimentar geral, insegurança alimentar crônica, crise alimentar e de subsistência, emergência humanitária e, por fim, fome ou catástrofe humanitária.

A entrega de ajuda humanitária em Gaza enfrenta sérias dificuldades devido às restrições impostas pela linha de controle militar israelense, que dificultam o acesso e a distribuição de suprimentos essenciais. Em meio a essas condições adversas, estimativas de organizações de saúde ligadas à ONU indicam que, nos próximos 12 meses, cerca de 74 mil crianças necessitarão de tratamento especializado para desnutrição aguda. Além disso, aproximadamente 25 mil gestantes e lactantes precisarão de suporte nutricional urgente.

Desde o início da ofensiva militar de Israel em outubro de 2023, a situação se agravou drasticamente. Dados do Ministério da Saúde de Gaza revelam que quase 73.300 pessoas perderam a vida e mais de 173.900 ficaram feridas em decorrência dos confrontos. Desde o cessar-fogo estabelecido em outubro do ano passado, pelo menos 1.127 pessoas foram mortas na Palestina, com milhares de feridos e soterrados sob os escombros de áreas devastadas por bombardeios diários.

A ocupação militar contínua exacerbou a crise de saúde em Gaza, resultando na destruição total de diversos centros médicos, o que colapsou o sistema de atendimento e facilitou a disseminação de doenças infecciosas graves. A necessidade urgente de ajuda humanitária e a proteção da população civil se tornam cada vez mais prementes diante desse cenário alarmante.

Fonte: Link original

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