Mulheres se Mobilizam em Todo o Brasil por Votação do PL da Misoginia
Neste domingo, dia 2 de agosto, o Brasil verá um importante movimento nas ruas, à medida que diversas mulheres se unirão para exigir a votação do Projeto de Lei (PL) 896/2023. Este projeto visa equiparar a misoginia ao crime de racismo, uma medida que busca fortalecer a proteção das mulheres contra a violência e a discriminação.
O Levante pelas Mulheres Vivas organizou manifestações em sete capitais, com o objetivo de pressionar o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar o projeto nos próximos 15 dias. As cidades que receberão os atos incluem São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Salvador, João Pessoa, Boa Vista, Curitiba e Campo Grande. Além disso, cidades como Ponta Grossa e São José também se juntaram ao movimento.
A expectativa é alta entre os organizadores. Irina Cezar, representante do Levante, afirmou que o apoio à criminalização da misoginia transcende as divisões ideológicas. “Temos dialogado com deputados de diferentes espectros políticos, e a maioria vê o projeto como positivo. É fundamental que o PL seja pautado, e as manifestações de hoje são uma parte crucial desse processo”, comentou.
A proposta já foi aprovada por unanimidade no Senado em março e se encontra na Câmara, aguardando votação desde então. Com relatoria da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), o texto está pronto para ser discutido, especialmente após a aprovação do regime de urgência no início de julho.
As manifestações, intituladas "PL da Misoginia Já", buscam enviar uma mensagem clara a Hugo Motta. O movimento espera que a votação ocorra entre os dias 11 e 12 de agosto, momento que poderá marcar um avanço significativo na proteção legal contra a violência de gênero.
Com a aprovação do projeto, o sistema legal ganhará um novo aliado no combate à misoginia, abordando questões coletivas que atualmente não são contempladas pelas leis existentes. Irina Cezar enfatizou a importância da criminalização da misoginia ao afirmar: “Discurso de ódio e desvalorização das mulheres nas redes sociais não são protegidos pelo direito penal, e essa falta de proteção gera violência.”
Ela também destacou que fortalecer a proteção coletiva pode resultar em uma diminuição da violência individual. “Reduzir o discurso de ódio significa menos violência e, consequentemente, menos necessidade de recorrer ao sistema judiciário”, conclui.
Locais e Horários das Manifestações:
- São Paulo (SP): Avenida Paulista, em frente ao Masp, a partir das 14h.
- Brasília (DF): Eixão Norte (na altura da 204 Norte), a partir das 9h.
- Rio de Janeiro (RJ): Posto Copacabana, a partir das 10h.
- Salvador (BA): Farol da Barra, a partir das 9h.
- João Pessoa (PB): Semáforo do Busto de Tamandaré, a partir das 16h.
- Boa Vista (RR): Praça da Pirâmide (em frente à AABB), a partir das 16h.
- Curitiba (PR): Praça João Cândido, a partir das 9h.
- Campo Grande (MS): Feira Guanandi (9h) e Feira do Ziriguidum (18h).
- Medianeira (PR): Avenida Brasília (15h)
- Ponta Grossa (PR): Praça dos Polacos (11h30)
- São José (SC): Beira Mar (13h)
Esse ato coletivo representa uma importante luta por direitos e igualdade, e a participação da sociedade é fundamental para a mudança.
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