Operadoras disputam na Anatel sobre bloqueio de ligações indesejadas

Operadoras disputam na Anatel sobre bloqueio de ligações indesejadas

Disputa entre Operadoras de Telefonia Abarca Bloqueio de Ligações Indesejadas

Um novo serviço destinado a bloquear chamadas indesejadas gerou uma intensa disputa entre operadoras de telefonia no Brasil. Enquanto algumas defendem que a iniciativa protege os consumidores, outras a acusam de interromper ligações legítimas. O impasse envolve o "Vivo Anti-spam", que é ativado automaticamente em novas linhas de celulares da Vivo e promete filtrar chamadas massivas e fraudulentas antes que elas cheguem aos usuários.

A questão central gira em torno da eficácia e dos critérios utilizados para o bloqueio das chamadas. A TIM, uma das operadoras que levantou preocupações, argumenta que o sistema da Vivo tem restringido ligações importantes, inclusive de serviços de saúde direcionados a pacientes. Ao todo, sete empresas registraram queixas formais na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que se comprometeu a analisar os casos buscando um equilíbrio que beneficie os consumidores.

Impactos no Atendimento ao Público

A Adyl Telecom, uma das empresas afetadas, reportou que mais de 16 mil chamadas foram bloqueadas desde junho, impactando hospitais e órgãos públicos. Além disso, a 3corp Technology, responsável pelos serviços de telefonia na prefeitura de Araçatuba, relatou que o sistema da Vivo impediu ligações de mais de 800 números, essenciais para a prestação de serviços em áreas como saúde e educação.

A 3corp também mencionou que, inicialmente, a Vivo não apresentou soluções viáveis para resolver o problema, mas que, após negociações, os números foram desbloqueados. Já a Adyl reclamou da falta de transparência nos critérios de bloqueio e conseguiu reverter a situação para a maioria de suas linhas após contatar o canal de atacado da Vivo. A Net2Phone Brasil e a Agera Telecomunicações também questionaram o serviço anti-spam e aguardam uma mediação pela Anatel.

A Resposta da Vivo

Em resposta às críticas, a Vivo destacou que o serviço foi lançado em novembro de 2024 e que visa proteger os clientes de chamadas automáticas que utilizam números falsificados. A operadora implementou inicialmente uma fase experimental com 700 mil usuários antes de expandir o serviço para sua totalidade de clientes. A Vivo assegura que seu sistema de bloqueio opera em duas etapas: primeiro, verifica se a chamada é autenticada e, em seguida, analisa o perfil do número de origem.

Além disso, a operadora declarou que não bloqueia chamadas que atendam aos critérios do anti-spam e do sistema internacional STIR/SHAKEN, que autentica números de telefone no momento da ligação. Para aqueles que se sentirem prejudicados, a Vivo oferece a possibilidade de solicitar uma análise pelo seu site e permite que clientes desativem o serviço pelo aplicativo.

Conclusão

A disputa entre as operadoras de telefonia ilustra a complexidade do combate a ligações indesejadas e a necessidade de um equilíbrio que proteja tanto os consumidores quanto os serviços legítimos. A Anatel continua a monitorar a situação, buscando garantir o bem-estar dos usuários e a integridade do setor de telecomunicações.

Fonte: Link original

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