Rubio visita Equador, Colômbia e Peru após vitórias da direita

Rubio visita Equador, Colômbia e Peru após vitórias da direita

Mudanças Políticas na América Latina: Visita do Secretário de Estado dos EUA a Países Aliados a Trump

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, inicia uma viagem a três países sul-americanos cujos líderes eleitos recentemente alinham-se estreitamente com a administração de Donald Trump. A visita acontece em um contexto de mudanças políticas à direita na América Latina, refletindo uma nova dinâmica nas relações regionais.

Na terça-feira, Rubio chegará à Colômbia para se encontrar com o recém-eleito presidente Abelardo de la Espriella. Em seguida, ele visitará o Equador para conversar com o presidente Daniel Noboa, antes de se dirigir ao Peru, onde se reunirá com a líder Keiko Fujimori. A agenda do Departamento de Estado ainda não foi divulgada em detalhes, mas a expectativa é que o foco da conversa seja o apoio dos EUA à resposta da Colômbia a um recente terremoto, a cooperação no combate ao narcoterrorismo e os benefícios de uma relação comercial mais estreita entre as nações.

Alinhamento Ideológico e Apoio dos EUA

A visita de Rubio reflete um movimento conservador na região, com a ascensão de líderes alinhados a Trump. Além dos três países em agenda, o ex-presidente também manifestou apoio a outros líderes da América Latina, como o presidente hondurenho Nasry Asfura e o boliviano Rodrigo Paz. O apoio dos EUA ao novo governo colombiano, que se intensificou após o terremoto devastador que deixou 330 mortos, ilustra a crescente influência americana na região.

Em agosto, De la Espriella ampliou a cooperação com os EUA ao aderir à chamada "Escudo das Américas", um grupo de 19 países que promete utilizar força militar letal para combater cartéis e redes terroristas. Diferentemente de seu antecessor, o ex-presidente Gustavo Petro, De la Espriella apoiou ataques militares americanos contra supostos traficantes no Caribe e no Pacífico, que foram criticados por grupos de direitos humanos.

Relações com o Peru e Equador

Keiko Fujimori, no Peru, também se comprometeu a estreitar laços com os EUA e a implementar uma repressão militar contra grupos criminosos. Enquanto isso, no Equador, o ministro do Interior John Reimberg defendeu os ataques americanos a embarcações suspeitas de transportar drogas, sinalizando um alinhamento com a política de segurança dos EUA.

A visita de Rubio ocorre em meio a um cenário de pressão crescente sobre regimes considerados adversários pelos EUA, com um acordo polêmico estabelecido com a líder interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, permitindo que empresas americanas acessem reservas de petróleo por um período de 100 anos.

Desafios e Oportunidades na Região

Com o Brasil e o México ainda sob liderança de governos de esquerda, Rubio descreveu a guinada conservadora na América Latina como uma "conquista extraordinária". Esse movimento ocorre em um contexto de fortalecimento das relações entre Israel e várias nações latino-americanas desde a posse de Trump.

No Brasil, as eleições de outubro se aproximam, com Flavio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, buscando desbancar Luiz Inácio Lula da Silva. Trump continua a ser um aliado firme do ex-presidente, que enfrenta uma longa sentença de prisão, e também demonstrou apoio ao filho, convidando-o para a Casa Branca em maio.

Essa nova fase nas relações entre os EUA e a América Latina pode redefinir as dinâmicas políticas e econômicas na região, à medida que os líderes conservadores buscam estreitar laços com Washington.

Fonte: Link original

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