Mãe identifica semelhança em criança resgatada nos EUA

mãe vê semelhança em criança resgatada nos EUA

No Maranhão, a mãe de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos em Bacabal, Clarice Cardoso, acredita ter encontrado semelhanças entre seu filho e um menino resgatado recentemente em uma grande operação policial nos Estados Unidos. O caso, que já dura oito meses de investigações, ganhou novos desdobramentos e está sendo monitorado pela Polícia Federal e pela Interpol.

A nova pista surgiu após a divulgação nas redes sociais de uma imagem de um garoto que estava sob cuidados médicos nos EUA. Essa fotografia faz parte de uma operação internacional realizada pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA e pelo FBI, que resultou no resgate de 163 crianças e adolescentes, incluindo brasileiros ainda não identificados. Ao comparar as imagens, Clarice notou traços marcantes entre o menino resgatado e seu filho Allan, mencionando que a cor da pele e as expressões faciais eram idênticas. No entanto, a confirmação oficial do parentesco só poderá ser feita com exames de DNA.

Diante dessa nova possibilidade, a advogada da família, Nathaly Moraes, entrou em contato formalmente com o Consulado-Geral do Brasil em Miami para investigar se os irmãos maranhenses estão entre os menores resgatados. Além disso, articulações com órgãos de segurança de outros países e entidades especializadas na localização de crianças desaparecidas estão em andamento. A Interpol já registrou os nomes de Ágatha e Allan em seu banco de dados global e planejou diligências para coletar um novo depoimento oficial de Clarice. Essa mobilização é parte de uma força-tarefa que envolve a Polícia Civil do Maranhão, a Polícia Federal e agências de inteligência internacional.

Apesar da angústia gerada pela espera do laudo genético, Clarice mantém a esperança de reencontrar seus filhos, afirmando que o “coração de mãe não engana”. Ela acredita firmemente que seus filhos estão vivos e expressou o desejo de tê-los de volta o mais rápido possível.

O desaparecimento dos irmãos ocorreu no dia 4 de janeiro de 2023, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. No dia em que desapareceram, as crianças estavam acompanhadas de seu primo, Anderson Kauã, de 8 anos, que foi encontrado com vida e em boas condições de saúde três dias depois. Desde então, não houve mais evidências físicas ou pistas sobre o paradeiro de Ágatha e Allan, o que intensifica a dor e a esperança da família.

Esse caso destaca a complexidade e a gravidade do desaparecimento de crianças, além da importância da colaboração internacional para a resolução de situações tão delicadas. A mobilização de autoridades e a esperança da mãe refletem a luta contínua por justiça e pela recuperação de seus filhos em meio a um cenário de incertezas.

Fonte: Link original

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