Pastor presbiteriano renuncia após acusação de assédio sexual

Pastor presbiteriano renuncia após acusação de assédio sexual

Reverendo Arival Dias Casimiro Deixa Cargo na Igreja Presbiteriana de Pinheiros Após Denúncias de Assédio

O reverendo Arival Dias Casimiro, até então pastor titular da Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP), anunciou sua saída do cargo após um acordo judicial com uma ex-funcionária que o acusou de assédio e abuso espiritual. A decisão gerou repercussões significativas dentro da comunidade presbiteriana, especialmente considerando a influência da IPP na Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB).

Em uma declaração oficial, a assessoria de imprensa da IPP informou que, em respeito à sua família e à igreja, Casimiro decidiu se afastar em comum acordo com o conselho da instituição. Até o fechamento desta matéria, o reverendo não havia respondido a tentativas de contato.

A ex-funcionária, que atuava na Junta Missionária de Pinheiros, protocolou uma ação judicial em maio de 2025, que foi encerrada por meio de um acordo. A IPP reconheceu, em nota, que o reverendo enviou mensagens "inoportunas, inadequadas e infelizes" para a funcionária, e que ele admitiu a "inconveniência das mensagens" e pediu desculpas. Contudo, a nota também afirmou que não houve reconhecimento de prática de assédio, o que gerou descontentamento entre os membros da igreja.

O conteúdo das mensagens e o comportamento do pastor foram detalhados na ação judicial. Segundo a denúncia, Casimiro demonstrava um comportamento excessivo, elogiando a aparência da funcionária e fazendo sugestões sobre sua vestimenta. Além disso, ele teria enviado mensagens de teor pessoal que a deixavam desconfortável, considerando a diferença de hierarquia entre eles.

Durante uma reunião em agosto de 2024, com a presença da superiora da ex-funcionária e um presbítero, o reverendo pediu desculpas e tentou justificar seu comportamento, alegando ter "caído em um laço do inimigo". A ex-funcionária, no entanto, decidiu pedir demissão sem justa causa, visando assegurar seus direitos trabalhistas.

A controvérsia em torno da permanência de Casimiro à frente da IPP se acirrou em um momento em que a IPB discutia a implementação de mecanismos para controlar a exposição pública de conflitos internos. Em agosto, a cúpula da IPB já havia aprovado uma resolução contra a "maledicência digital", que estipula sanções para aqueles que expõem erros de lideranças na internet.

A saída do reverendo Arival Dias Casimiro levanta questões sobre a responsabilidade das instituições religiosas em lidar com denúncias de assédio e a proteção dos direitos de seus membros. A situação continua a ser acompanhada de perto pela comunidade presbiteriana.

Fonte: Link original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Categorias

Publicidade
Publicidade

Assine nossa newsletter

Publicidade

Outras notícias