Ordem Executiva em Virgínia Proíbe Acordos de Confidencialidade em Projetos de Data Centers
A nova Ordem Executiva 22, assinada pelo governo da Virgínia, traz mudanças significativas para a gestão de projetos de data centers no estado. A medida proíbe que funcionários do executivo assinem acordos de confidencialidade relacionados a essas iniciativas, além de exigir a aceleração das regulamentações sobre ruídos e a revisão das operações de geração de energia de reserva utilizadas por essas instalações.
Essa ordem também cria um grupo de trabalho focado em Inteligência Artificial (IA), que terá a responsabilidade de avaliar como o governo estadual pode mitigar riscos para os cidadãos da Virgínia, como a substituição da força de trabalho e questões de privacidade de dados. O objetivo é garantir que as leis existentes sejam aplicadas para lidar com os danos causados pela IA.
A iniciativa da Virgínia é um indicativo claro de que os estados estão adotando a responsabilidade sobre as políticas de data centers e IA, em resposta à lentidão do Congresso e do ex-presidente Donald Trump em implementar mudanças abrangentes. Na mesma semana, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, também anunciou uma ordem executiva convocando especialistas para discutir questões de segurança relacionadas à IA. Além disso, os governadores de Nova York e Texas, Kathy Hochul e Greg Abbott, respectivamente, tomaram medidas executivas para controlar o desenvolvimento acelerado de data centers em seus estados.
Além da nova ordem, a deputada Abigail Spanberger apresentou um "Framework de Responsabilidade para Data Centers" na Virgínia, que estabelece novas prioridades. Entre elas, estão a eliminação da "aprovação automática", como ocorria no Condado de Loudoun, que permitia a construção em determinadas áreas sem aprovações adicionais. A proposta também sugere a remoção de alguns subsídios estaduais, a criação de salvaguardas ambientais e a proteção dos residentes contra o aumento dos preços de energia associados aos data centers.
Um comunicado à imprensa sobre as ações incluiu diversas declarações de grupos ambientais que elogiaram a abordagem de Spanberger. No entanto, alguns críticos, como o Conselho Ambiental de Piedmont (PEC), expressaram a necessidade de ações mais abrangentes. O presidente do PEC, Chris Miller, destacou que a ordem "principalmente aborda padrões para novos data centers e não trata do que já foi construído ou está em andamento, além dos impactos contínuos que se acumulam nas comunidades atualmente."
Com essas novas diretrizes, a Virgínia se posiciona como um exemplo de proatividade na regulação de tecnologias emergentes e na proteção ambiental, refletindo uma crescente preocupação com os impactos sociais e ecológicos do avanço tecnológico.
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