Filho de vice-presidente do PL denuncia agressão por GCMs em cidade paulista

Filho de vice-presidente do PL diz ter sido espancado por GCMs no interior

O caso de Kélcio Bruno Pires Horiguela, um jovem de 27 anos, gerou controvérsia e indignação após alegações de que ele foi espancado por guardas municipais em Atibaia, São Paulo. O incidente ocorreu na noite de quinta-feira, 17 de setembro, nas proximidades da base da Guarda Civil Municipal (GCM). Kélcio é filho de Maurício Morales Horiguela, vice-presidente regional do Partido Liberal (PL), o que trouxe ainda mais atenção ao caso.

Maria Lourdes Pires Horiguela, mãe de Kélcio, relatou que seu filho estava se recuperando em casa, apesar dos ferimentos. Ela descreveu as agressões como “um absurdo” e apresentou uma versão dos fatos que contradiz a versão oficial dos guardas. Segundo Maria, Kélcio estava conversando com uma mulher, que entrou em um ônibus, e ele a seguiu para tentar recuperar o telefone dela. Em seguida, uma denúncia foi feita, alegando que ele a estava perseguindo como se fosse um estuprador. Essa abordagem, segundo a mãe, foi violenta, com Kélcio sendo agredido com socos e chutes na cabeça durante a abordagem.

Por outro lado, os guardas municipais apresentaram uma narrativa diferente. No boletim de ocorrência (B.O.), registrado como resistência, eles afirmaram que foram acionados por uma mulher que alegou estar sendo seguida por um homem em uma moto. Segundo os guardas, ao realizarem a abordagem, Kélcio demonstrou um comportamento exaltado e se recusou a seguir as instruções legais. O B.O. menciona que, devido à resistência, foi necessário o uso moderado da força pelos agentes durante a detenção.

A discrepância entre as versões levantou questões sobre a conduta dos guardas e a legitimidade da abordagem. O Metrópoles tentou obter uma declaração do secretário de Segurança Pública de Atibaia, mas não recebeu resposta até a conclusão da matéria. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) também foi questionada sobre o andamento das investigações, mas não se manifestou.

Este incidente ressalta a complexidade das interações entre civis e forças de segurança, especialmente em situações onde as alegações de abuso de poder e violência policial são levantadas. A falta de um consenso claro sobre os eventos que levaram à agressão de Kélcio e a ausência de respostas das autoridades competentes aumentam a preocupação pública sobre a segurança e a responsabilidade dos agentes de segurança.

O caso está sendo acompanhado de perto, tanto pela família de Kélcio quanto pela comunidade e pela mídia, evidenciando a necessidade de uma investigação minuciosa e transparente. A situação é um lembrete sobre a importância de proteger os direitos dos cidadãos e garantir que as ações das forças de segurança sejam sempre justas e proporcionais. A expectativa é que as autoridades se pronunciem e que o caso seja tratado com a seriedade que a situação demanda, visando a justiça e a responsabilização dos envolvidos.

Fonte: Link original

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