Universidades do RS calculam prejuízos de R$ 4,8 milhões por tempestade

Universidades do RS calculam prejuízos de R$ 4,8 milhões por tempestade

Tempestade Devasta Instituições de Ensino no Sul do Rio Grande do Sul com Prejuízos Milionários

Uma tempestade intensa que atingiu o sul do Rio Grande do Sul na última semana causou estragos significativos na rede federal de educação, com prejuízos estimados em pelo menos R$ 4,8 milhões. As consequências do evento climático afetaram diversas instituições, sendo que nove dos quatorze campi do IFSul (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense) foram duramente atingidos.

Pelotas foi a cidade mais impactada, com o campus local enfrentando a maior parte dos danos. A administração do campus de Pelotas estima que serão necessários R$ 2,1 milhões para a recuperação emergencial de prédios, que sofreram destelhamentos e outras avarias estruturais. Entre os espaços danificados estão pavilhões de cursos técnicos, salas de aula, laboratórios, refeitório, auditório e o Centro de Tradições Gaúchas (CTG).

No Câmpus Visconde da Graça, também em Pelotas, os danos são estimados em R$ 720 mil. A diretora-adjunta, Paula Leite, destacou que essa unidade já havia sido afetada por um ciclone no início de agosto, o que agravou ainda mais a situação atual. A unidade, conhecida pela formação agrícola, registrou danos em cinco estufas e quatro aviários, além do colapso de um pavilhão de zootecnia.

Em Rio Grande, o campus do IFRS (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul) também enfrenta uma situação crítica, com danos preliminares estimados em cerca de R$ 1 milhão. Nove prédios foram impactados, resultando em estragos em forros, pisos, pinturas e instalações elétricas. O diretor do campus, Carlos Fernandes, informou que a reitoria já entrou em contato com o Ministério da Educação (MEC) em busca de apoio.

A UFPel (Universidade Federal de Pelotas) ainda está avaliando o total de prejuízos, mas já solicitou ajuda emergencial ao MEC para recuperar sua infraestrutura. Recentemente, a universidade havia recebido R$ 2,5 milhões do ministério para reforçar suas estruturas, após enfrentar eventos climáticos extremos nos últimos meses. O campus Capão do Leão, situado em uma área mais afastada, é o mais afetado, com danos severos no Hospital de Clínicas Veterinárias e em moradias estudantis.

A Furg (Universidade Federal do Rio Grande), com campi em várias cidades do sul do estado, também reportou danos significativos, embora de forma dispersa. O campus Rio Grande foi o mais atingido, com reparos que podem ultrapassar R$ 1 milhão. A reitora Suzane Gonçalves expressou a preocupação da instituição diante de mais um evento climático extremo, enfatizando a dificuldade de recuperação após o ciclone de agosto.

As instituições de ensino da região agora enfrentam o desafio de se reerguer em meio a uma sequência de eventos climáticos adversos, que têm colocado suas infraestruturas à prova e demandado recursos além de suas capacidades financeiras.

Fonte: Link original

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