Morte de Carlos Boulos, tio de ministro, gera comoção e investigações após atropelamento em SP
Na madrugada desta terça-feira, 6 de setembro, Carlos Boulos, de 80 anos, faleceu em decorrência de um atropelamento ocorrido em São Paulo. Tio do deputado licenciado e atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, Carlos estava internado em estado grave no Hospital das Clínicas e não resistiu aos ferimentos.
O atropelamento aconteceu na noite de sábado, 3 de setembro, na Avenida 23 de Maio, uma das principais vias da capital paulista. De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), Carlos dirigia uma Toyota Hilux e teve um desentendimento com o motorista de um Palio após uma colisão. Ao sair do veículo para discutir, ele foi atropelado pelo outro motorista, que fugiu do local.
A SSP informou que o caso está sob investigação do 5º Distrito Policial, localizado na Aclimação. O autor do atropelamento foi indiciado por homicídio doloso. A polícia destacou que está empenhada em concluir o inquérito para encaminhá-lo ao Judiciário.
Marcos Boulos, irmão da vítima, compareceu ao 14º Distrito Policial, em Pinheiros, para registrar a morte do tio. Carlos faleceu às 4h, três dias após o acidente. A identificação do veículo que o atropelou foi possível graças a gravações feitas por testemunhas que presenciaram a cena.
O motorista acusado, Juscelino Amilton Rodrigues, de 61 anos, se apresentou à polícia na segunda-feira, 5 de setembro, e alegou que agiu em legítima defesa. Segundo a defesa, ele estava tentando se esquivar de uma situação de ameaça e negou qualquer intenção de atingir Carlos. Rodrigues foi liberado para responder ao processo em liberdade.
A defesa afirmou que, no momento do incidente, Carlos teria começado a buzinar e a dar farol alto, provocando uma situação de tensão. Ao sair de sua caminhonete, ele teria se aproximado de forma agressiva, o que teria gerado temor na família de Juscelino, levando-o a acelerar o carro. O advogado de Rodrigues afirmou que a dinâmica do incidente será esclarecida por meio das imagens e perícias a serem realizadas.
Um vídeo do momento do atropelamento foi compartilhado, evidenciando a gravidade da situação. A defesa ressaltou que já havia ocorrido uma discussão anterior entre os dois motoristas, mas não ficou claro quem era o responsável pela colisão inicial.
Este trágico episódio gera reflexões sobre a violência no trânsito e os desdobramentos emocionais que situações de estresse podem causar entre motoristas. A investigação segue em andamento, e a sociedade aguarda respostas sobre as circunstâncias que levaram a essa fatalidade.
Fonte: Link original































