Vorcaro liderava operações de consignado no Master, revela investigação

Vorcaro liderava operações de consignado no Master, revela investigação

Banco Master: Ex-sócio Faz Acusações Contra Daniel Vorcaro em Depoimento à PF

Em um desdobramento intrigante das investigações sobre o Banco Master, Augusto Ferreira Lima, proprietário do Banco Pleno e ex-associado de Daniel Vorcaro, apresentou declarações contundentes à Polícia Federal. Lima, que foi indiciado sob suspeita de crimes financeiros, afirmou que Vorcaro tinha pleno conhecimento das operações de empréstimos consignados da instituição, o que contrasta com a defesa do ex-banqueiro.

No depoimento prestado no último dia 16, Lima ressaltou a centralização de decisões por parte de Vorcaro, afirmando que ele não apenas conhecia os detalhes operacionais, mas também influenciava diretamente as práticas financeiras do banco. "É difícil entender como Daniel pode afirmar que não sabia nada sobre consignados, quando ele tinha total controle sobre a operação", declarou Lima aos investigadores.

As acusações de Lima surgem em meio à Operação Compliance Zero, e sua narrativa se opõe frontalmente ao depoimento de Vorcaro, que, em dezembro do ano passado, alegou não ter envolvimento direto nas operações de crédito consignado, limitando-se a um entendimento geral do negócio.

A defesa de Vorcaro não se manifestou sobre as novas alegações, enquanto a equipe de Lima optou por não comentar. Segundo Lima, Vorcaro estava intimamente envolvido nas decisões operacionais e, em um caso específico, teria dado ordens para que contratos que deveriam ser suspensos fossem processados.

Lima também mencionou que, durante questionamentos de auditores do Banco de Brasília (BRB) e do Banco Central, Vorcaro teria instruído subordinados a fornecer informações evasivas. Além disso, ele revelou que o ex-banqueiro solicitou que a equipe afirmasse que os correspondentes bancários eram associações de servidores públicos, para dar uma falsa aparência de legitimidade às carteiras de crédito.

O ex-sócio ainda apontou que a operação inicial com o BRB, de R$ 750 milhões, foi baseada em créditos regulares, mas que a estrutura do produto Credcesta, desenvolvido por ele, não teria capacidade para gerar os montantes exigidos pelos auditores.

A Polícia Federal concluiu recentemente o primeiro inquérito sobre as suspeitas relacionadas ao Banco Master, resultando no indiciamento de Vorcaro e outras 14 pessoas por crimes financeiros. Lima, que é visto como parte essencial da estrutura executiva, enfrenta acusações de gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro, as quais sua defesa rejeita categoricamente, afirmando que ele não participou das fraudes investigadas.

Com a situação se desenrolando, o caso do Banco Master continua a chamar a atenção, revelando um cenário complexo de alegações de corrupção e irregularidades no setor bancário.

Fonte: Link original

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