Suspeitos de Estupro de Adolescente em Copacabana: Um Preso e Três Foragidos
Na manhã desta terça-feira (3), a Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu Matheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, suspeito de participar do estupro de uma adolescente de 17 anos em um apartamento em Copacabana. O jovem se entregou à polícia e agora enfrentará as acusações de estupro qualificado. Outros três rapazes envolvidos no caso, Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, e João Gabriel Xavier Bertho, de 19, continuam foragidos.
Matheus era procurado desde a semana passada e compareceu à 12ª DP (Copacabana) por volta das 11h, acompanhado de seu advogado. O mandado de prisão contra os outros suspeitos ainda não foi cumprido.
O incidente ocorreu em 31 de janeiro, quando a vítima foi atraída por um ex-namorado ao apartamento. Durante o ato sexual consensual entre os dois, os outros homens atacaram a jovem, que sofreu lesões físicas, conforme indicado pelo exame de corpo de delito. Os médicos identificaram ferimentos, hematomas e sangramentos.
A mãe da vítima relatou em entrevista que a filha se sentiu extremamente culpada e estava à beira de desistir da vida por vergonha. Ela apenas tomou conhecimento do que havia ocorrido quando a jovem revelou seu pesadelo. “Foi um momento desesperador. Peguei os documentos e fui direto para a delegacia”, contou a mãe, que destaca a importância de mostrar à filha que ela não está sozinha e que a culpa não é dela.
Na última sexta-feira (27), a Justiça aceitou a denúncia e os jovens se tornaram réus pelo crime de estupro qualificado, uma vez que a vítima era menor de idade e o ato foi cometido por mais de um agressor, o que agrava a situação legal. A pena prevista varia de oito a 12 anos de reclusão em caso de condenação.
A defesa de João Gabriel Xavier Bertho, representada pelo advogado Rafael De Piro, nega as acusações e argumenta que mensagens de texto indicam que a vítima tinha conhecimento da presença dos outros rapazes antes do encontro. A defesa também afirma que a adolescente teria consentido com a presença deles no quarto.
Atualmente, o processo tramita em sigilo e não foi possível contatar os advogados dos outros réus. A situação continua a ser acompanhada de perto pela sociedade e pela mídia, enquanto as autoridades buscam garantir a justiça para a vítima.
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