Brasil Condena Medidas de Israel que Aumentam Ocupação na Cisjordânia
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil manifestou sua reprovação em relação às recentes ações do governo de Israel que facilitam a aquisição de terras palestinas na Cisjordânia. Por meio de uma nota oficial, o Itamaraty destacou que tais medidas favorecem a expansão de assentamentos ilegais e intensificam a ingerência israelense sobre o território palestino.
No dia 8 de fevereiro, o gabinete de segurança de Israel aprovou novas diretrizes que alteram as regras de registro de propriedades, permitindo que cidadãos israelenses adquiram terrenos na Cisjordânia de forma mais simples e transparente. O ministro da Fazenda de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou que essa mudança representa um avanço significativo na administração das terras da região.
A nota do governo brasileiro, divulgada na terça-feira (10), enfatiza que essas ações constituem uma “flagrante violação do direito internacional”. O Brasil reafirma a posição da Corte Internacional de Justiça, que considerou ilegal a presença israelense na Cisjordânia ocupada e exigiu a cessação imediata de novas atividades em assentamentos, além da evacuação de todos os moradores.
O Hamas e a Autoridade Palestina também reagiram com indignação às novas medidas, classificando-as como uma política colonialista de anexação. O Hamas, em um comunicado oficial, convocou a população palestina, especialmente a juventude, a intensificar o confronto com a ocupação em um esforço para frustrar os planos de anexação.
Além disso, dados recentes revelam que, no ano passado, o Exército de Israel expulsou cerca de 40 mil palestinos da Cisjordânia, a maior operação desse tipo em duas décadas.
Na nota, o Itamaraty pediu que Israel se abstenha de ações que se assemelhem à anexação de terras palestinas, destacando a importância de preservar a viabilidade da solução de dois Estados e a possibilidade de se alcançar uma paz justa e duradoura no Oriente Médio.
O Brasil se posiciona, assim, em defesa dos direitos palestinos e reafirma seu compromisso com a busca por uma solução pacífica para o conflito na região.
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