Na reunião do Conselho Universitário da USP, marcada para o dia 31 de março de 2026, será abordada a proposta de criação da Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (GACE). Esse tema está gerando debates intensos entre os docentes da Universidade, que expressam opiniões diversas, mas que, em grande parte, refletem uma sintonia com as expectativas da nova reitoria.
As Congregações, que são os órgãos deliberativos das unidades da USP, têm se mostrado favoráveis à implementação da GACE, com moções a favor sendo aprovadas em várias delas. Isso evidencia um apoio significativo da comunidade universitária para políticas que valorizem a carreira docente. A discussão sobre a gratificação não é nova; vem sendo promovida há anos, especialmente durante o processo eleitoral de 2025, quando o tema foi debatido entre os docentes e a administração da universidade.
A proposta de GACE é resultado de anos de reflexão e estudos sobre modelos semelhantes adotados em outras instituições, tanto no Brasil quanto no exterior. A atual reitoria vê essa gratificação como uma resposta ao trabalho e à mobilização dos docentes em busca de valorização profissional. Esse apoio é corroborado por publicações da representação docente no Conselho Universitário, que destacam a alta aprovação de iniciativas como a GACE, especialmente entre os professores associados, que foram os mais impactados por reformas previdenciárias recentes.
É importante ressaltar que a proposta de gratificação e as negociações salariais não são concorrentes, mas sim complementares. A GACE depende das reservas financeiras da própria USP, enquanto as negociações salariais envolvem repasses do Estado, refletindo o princípio da autonomia universitária em contrapartida ao princípio da isonomia universitária. A gratificação visa recompensar atividades complementares e estratégicas, enquanto as negociações buscam garantir reposição salarial de acordo com a inflação e/ou conquistar ganhos reais.
Assim, a proposta da GACE é vista não apenas como uma forma de reconhecimento, mas também como uma estratégia de valorização do ensino e da pesquisa, fundamentais para a missão da USP. A discussão em torno da gratificação e as negociações salariais são, portanto, essenciais para garantir a sustentabilidade da carreira docente e a qualidade do ensino superior na universidade.
Essa mobilização em torno da GACE e a convergência de opiniões entre os docentes demonstram uma comunidade universitária engajada e preocupada com o futuro da educação superior no Brasil. A expectativa é que a reunião do Conselho Universitário leve a uma deliberação que atenda às necessidades e aspirações dos professores, consolidando a valorização da carreira docente na USP. O apoio a ambas as iniciativas, GACE e negociações salariais, reflete um compromisso com a dignidade e o reconhecimento do trabalho dos educadores, fundamentais para o desenvolvimento acadêmico e social.
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