Marcela Passamani deixou o cargo de Secretária de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) no dia 1º de novembro, após seis anos à frente da pasta. Ela foi a primeira mulher a ocupar efetivamente essa posição, tendo sido convidada pelo então governador Ibaneis Rocha em 2020. Agora, Passamani se prepara para disputar uma vaga como deputada distrital pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Sua trajetória na Sejus incluiu uma interrupção em abril de 2022, quando deixou a secretaria para se candidatar nas eleições, retornando em novembro do mesmo ano.
Durante sua gestão, que começou em meio à pandemia de Covid-19, Passamani implementou diversas iniciativas voltadas para grupos vulneráveis. Uma das principais ações foi o programa “Sua Vida Vale Muito – Ação Hotelaria Solidária”, que acolheu 300 idosos em situação de vulnerabilidade em um hotel durante 90 dias, destacando a preocupação da secretaria com a saúde e o bem-estar da população durante a crise sanitária.
Entre seus principais programas, destacam-se o “Direito Delas”, que atendeu mais de 15 mil mulheres vítimas de violência, e o “Viver 60+”, que registrou mais de 11 mil atendimentos para a população idosa. O programa “GDF Mais Perto do Cidadão”, uma iniciativa itinerante que leva serviços públicos diretamente às comunidades, também se destacou, superando meio milhão de atendimentos. Este esforço foi complementado por ações como o “Na Sua Hora” e “Na Hora Empresarial”, que visaram modernizar o atendimento ao público e facilitar o acesso aos serviços.
Passamani também implementou programas focados na autonomia feminina e no fortalecimento econômico das mulheres, como “Protagonista da Casa”, “Banco de Talentos”, “Fazer o Bem Tá na Moda”, e “Rejunte é com Elas”. Em relação ao apoio às famílias, iniciativas como “Nasce uma Estrela”, voltada para gestantes, e “Educação Vem do Berço”, que promove cuidados sustentáveis na infância, foram implementadas. O programa “Cidadania nas Escolas” também foi destaque, focando na prevenção da violência e na promoção de uma cultura de respeito entre estudantes.
A gestão de Passamani ainda se preocupou com a proteção de famílias em situação de vulnerabilidade, destacando o “Acolhe DF”, que encaminha pessoas em situação de rua para tratamento, e “Conversa com Eles”, que busca prevenir a violência doméstica por meio do diálogo com homens. O “Cartão Vermelho para o Racismo” foi outra iniciativa significativa, focando no combate à discriminação racial.
Ao concluir sua passagem pela Sejus, Marcela Passamani se despede com um forte discurso sobre a importância da ampliação das políticas públicas de acolhimento e atendimento social. Sua saída ocorre em um momento estratégico, visando as eleições de 2026, onde ela pretende usar sua experiência e as conquistas de sua gestão como plataforma de campanha. Passamani deixa a secretaria com um legado de ações voltadas para a proteção e o apoio a grupos vulneráveis, enfatizando seu compromisso com a justiça social e a cidadania.
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