Adilsinho, Líder da Máfia do Cigarro, Capturado em Operação Policial Surpreendente

Adilsinho, Líder da Máfia do Cigarro, Capturado em Operação Policial Surpreendente

Líder do jogo do bicho e da máfia do cigarro é preso em Cabo Frio

A polícia do Rio de Janeiro deu um importante passo no combate ao crime organizado ao prender, nesta quinta-feira (26), Adilson Oliveira Coutinho Filho, de 55 anos, conhecido como Adilsinho. Ele é apontado como uma das principais figuras do jogo do bicho no estado e suspeito de liderar uma rede de contrabando de cigarros. A prisão ocorreu em Cabo Frio, na região dos Lagos.

Adilsinho tinha pelo menos dois mandados de prisão em aberto. Um deles está relacionado a uma investigação sobre contrabando de cigarros falsificados, enquanto o outro diz respeito ao assassinato de Fabrício Alves Martins de Oliveira, ocorrido em outubro de 2022. O advogado de Adilsinho, Ricardo Braga, já havia declarado que seu cliente nega qualquer envolvimento nos crimes e confia na Justiça para provar sua inocência.

A operação que resultou na prisão de Adilsinho foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que conta com a colaboração das polícias Civil e Federal, e utilizou helicópteros para apoio. O governador Cláudio Castro destacou a importância da ação, ressaltando a efetividade da cooperação entre as forças de segurança.

Além do contrabando de cigarros, o grupo liderado por Adilsinho é investigado por envolvimento em jogos de azar e outras contravenções. Segundo as autoridades, eles utilizavam empresas de fachada, como tabacarias e depósitos de gás, para lavar dinheiro.

A investigação sobre o homicídio que Adilsinho é suspeito de ter mandado executar revela que a vítima foi emboscada em um posto de gasolina na zona oeste do Rio, sendo atingida por 14 disparos. Os criminosos, que se vestiam com uniformes da Polícia Civil, foram identificados como parte de um plano para enganar Fabrício e facilitar o crime. Um dos envolvidos é um policial militar, que foi afastado após a descoberta de evidências ligando-o ao caso.

Adilsinho, que exerce controle rígido sobre as atividades ilícitas em sua base em Duque de Caxias, é descrito pelos investigadores como alguém que autorizava assassinatos de rivais. A presença de um policial militar na ação levanta preocupações sobre a integridade da corporação, que afirmou não tolerar desvios de conduta entre seus membros.

As investigações também revelaram uma rede de hostilidade contra Fabrício, que era acusado de roubar cargas de cigarros. Mensagens encontradas indicam que o grupo rival monitorava possíveis alvos, e a morte de Fabrício está ligada ao assassinato de seu ex-sócio, Fábio de Alamar Leite, dois dias depois do crime inicial.

A prisão de Adilsinho é considerada um marco no enfrentamento do crime organizado no Rio de Janeiro, evidenciando a luta das autoridades para desmantelar redes que atuam no comércio ilegal e na violência. A polícia continua a investigar as conexões e atividades do grupo, buscando desarticular suas operações e trazer os responsáveis à justiça.

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