ANAC Considera Ampliar Horários do Aeroporto de Congonhas Após Interrupção de Vôos
São Paulo, 9 de novembro de 2023 – A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) está avaliando a possibilidade de estender o horário de funcionamento do Aeroporto de Congonhas. A medida surge após uma interrupção significativa nas operações aéreas em São Paulo, provocada pela evacuação de um prédio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB).
Na manhã desta quinta-feira, 9 de novembro, um incidente relacionado a uma suspeita de incêndio no DECEA forçou a saída dos controladores de voo de suas estações de trabalho, resultando na suspensão das operações por aproximadamente uma hora. O diretor-presidente da ANAC, Tiago Chagas Feierstein, explicou que a evacuação comprometeu os movimentos de pouso e decolagem em toda a Área de Controle Terminal de São Paulo (TMA-SP).
"Os controladores de voo tiveram que deixar suas posições, o que levou à paralisação das operações", afirmou Feierstein. A causa exata da evacuação ainda está sendo investigada, e tanto ele quanto Santiago Yus, presidente da concessionária Aena, que gere o aeroporto, destacaram que a responsabilidade pela área onde ocorreu o problema é do DECEA.
Causas do Incidente em Análise
A FAB confirmou que o motivo da evacuação está sob investigação, e informações sobre um possível incêndio ou vazamento de gás, que circularam durante o episódio, não foram confirmadas. A ANAC está atenta aos impactos da interrupção e buscando soluções para minimizar os atrasos. “Estamos considerando a extensão do horário e outras medidas que podem ser implementadas ao longo do dia”, acrescentou Feierstein.
Atualmente, o aeroporto opera diariamente das 6h às 23h. "Esperamos uma normalização gradual das operações à medida que os voos atrasados forem reorganizados", destacou o diretor.
Durante a paralisação, várias aeronaves ficaram em solo ou aguardavam autorização para pouso, resultando em congestionamento. Com a liberação do prédio, os profissionais puderam retomar suas funções, mas a reorganização do fluxo de vôos demandou tempo.
Reação Rápida das Autoridades
Tiago Dantas, gerente de operações da Aena, comentou sobre a situação: “Havia muitas aeronaves aguardando e leva um tempo até que os controladores consigam reorganizar os pousos e decolagens.” Santiago Yus elogiou a resposta rápida das autoridades, que conseguiram ativar um plano de emergência e retornar às operações em cerca de uma hora.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, mencionou que houve um princípio de vazamento de gás na torre militar. Estimativas iniciais indicam que cerca de 8.000 passageiros foram impactados pela interrupção, que ocorreu oficialmente entre 9h30 e 10h06.
Apesar da breve paralisação, os efeitos se estenderam por horas, resultando em atrasos significativos nos voos. A ANAC e a Aena continuam a monitorar a situação para garantir a segurança e a eficiência nas operações aéreas.
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