Anvisa Atualiza Composição das Vacinas Contra Covid-19 para Aumentar Proteção da População
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou na terça-feira, 25 de setembro, uma nova formulação para as vacinas contra a covid-19. A mudança é significativa, pois as vacinas passarão a ser desenvolvidas com cepas mais recentes do Sars-CoV-2, visando aprimorar a proteção da população brasileira.
De acordo com a Anvisa, a cepa LP.8.1 se tornou a predominante no Brasil em fevereiro de 2025, sendo uma variante descendente da JN.1, que por sua vez é originária da variante Ômicron. Com essa nova diretriz, os fabricantes de vacinas deverão atualizar seus registros e processos produtivos para incluir a cepa mais recente. Vale destacar que as vacinas baseadas na cepa anterior, JN.1, ainda poderão ser utilizadas por um período de até nove meses.
A necessidade dessa atualização se deve ao fato de que o Sars-CoV-2 sofre mutações constantes, o que pode diminuir a eficácia das vacinas anteriores ao longo do tempo. Assim como ocorre com a vacina da gripe, é essencial revisar periodicamente a composição dos imunizantes para acompanhar a evolução do vírus e garantir níveis adequados de proteção, especialmente contra casos graves e mortes.
Diferentemente do vírus da gripe, que apresenta um padrão sazonal previsível, o comportamento do Sars-CoV-2 ainda é incerto. O infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que isso faz com que as vacinas contra a covid-19 estejam, em certa medida, sempre um passo atrás das variantes em circulação. No entanto, ele ressalta: “Mesmo quando não há coincidência total entre a vacina e o vírus circulante, a proteção contra formas graves da doença se mantém muito boa”.
A Anvisa também revelou que, até o início de março, foram registrados mais de 36 mil casos de síndrome gripal associados à covid-19 no Brasil. “Atualmente, a vacinação continua sendo a principal medida de prevenção e controle”, afirma Daniela Marreco, diretora da Anvisa.
Kfouri aponta que a transição entre cepas já foi observada em atualizações anteriores de vacinas, como na mudança da cepa XBB para a JN.1. Ele destaca que a Anvisa tem um histórico de recomendações para que o país utilize a versão mais recente das vacinas disponíveis globalmente, permitindo assim que o Ministério da Saúde utilize as doses remanescentes da variante anterior.
Para a população, essa atualização significa que as vacinas aplicadas serão mais eficazes e específicas para as variantes em circulação. Isso não diminui a importância das doses já recebidas, mas reforça a necessidade de seguir as orientações de reforço, especialmente para grupos mais vulneráveis. “Não importa quantas doses a pessoa tomou no passado. O que vale é tomar a mais recente disponível”, conclui Kfouri.
Essa nova etapa na vacinação é um passo importante na luta contínua contra a pandemia, garantindo que os brasileiros estejam sempre protegidos das variantes do coronavírus.
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