Ativistas e Intelectuais Condenam Ação dos EUA em Cuba como ‘Terrorismo Energético’

Ativistas e Intelectuais Condenam Ação dos EUA em Cuba como 'Terrorismo Energético'

Campanha “Deixem Cuba Viver” Ganha Força nos EUA com Carta de Artistas e Organizações Sociais

Uma carta aberta, divulgada nesta segunda-feira (9), reafirma que “Cuba não representa nenhuma ameaça aos Estados Unidos”. O documento, assinado por uma diversidade de artistas, autoridades eleitas e organizações sociais americanas, critica as sanções impostas pelo governo Trump, afirmando que “provocar a fome em uma população para subjugá-la não é diplomacia; é uma forma de terrorismo”.

Intitulada “Let Cuba Live!” (Deixem Cuba Viver!), a campanha se posiciona como um apelo à conscientização sobre as políticas hostis dirigidas ao povo cubano. A iniciativa conta com o apoio de figuras proeminentes de Hollywood, incluindo a atriz Susan Sarandon e os atores Mark Ruffalo e Kal Penn, além de renomados acadêmicos de universidades como Yale e Duke.

Solidariedade e Direitos Humanos

Claudia De La Cruz, educadora popular e diretora da Fundação Inter-religiosa para Organização Comunitária (IFCO)/Pastores pela Paz, explica que a campanha visa fortalecer a solidariedade entre os cidadãos dos EUA e a população cubana. “Queremos que a administração Trump e o Congresso cessem as agressões e levantem o bloqueio, permitindo que Cuba se desenvolva como um país soberano”, destaca De La Cruz.

No documento, a campanha critica a recente decisão de Trump de impor sanções a países que fornecem petróleo a Cuba, advertindo que isso poderá levar a um aumento da fome na ilha. “As consequências serão medidas em sofrimento humano”, alertam os signatários.

Desvio de Atenção e Repressão Interna

Além disso, a carta aponta que a designação de Cuba como uma ameaça à segurança nacional dos EUA é uma tentativa de desviar a atenção pública dos problemas internos, como a violência policial e a desigualdade social. De La Cruz ressalta que os trabalhadores americanos têm mais em comum com os cubanos do que com seus governantes, e critica a continuidade de uma política de agressão e bloqueio que já dura mais de 60 anos.

“Ao acabar com o bloqueio, beneficiamos não apenas o povo cubano, mas também os trabalhadores estadunidenses, que são impedidos de estabelecer relações com seus vizinhos”, afirma a educadora.

Um Chamado à Ação

A campanha “Let Cuba Live!” lembra que, por mais de 30 anos, a Assembleia Geral das Nações Unidas condenou anualmente o embargo americano contra Cuba, exigindo que a política externa do governo respeite o direito internacional. O documento conclui com um forte apelo: “Deixem Cuba viver. Cuba não é uma ameaça”.

Com essa mobilização, a campanha busca não apenas visibilizar as agressões contra Cuba, mas também engajar a sociedade americana em um diálogo mais humano e solidário.

Fonte: Link original

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