Atlântico Sul: Países clamam por paz e desarmamento nuclear

Atlântico Sul: Países clamam por paz e desarmamento nuclear

Países do Atlântico Sul Assinam Compromissos em Prol da Paz e Sustentabilidade

Na última quinta-feira, 9 de novembro, os países da região do Atlântico Sul, que abrange as costas da África e da América do Sul, divulgaram uma declaração com compromissos voltados para a paz, segurança e desenvolvimento sustentável. O anúncio ocorreu ao final da IX Reunião Ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), realizada no Rio de Janeiro sob a presidência do Brasil.

Em um momento de tensões globais, especialmente no Oriente Médio, os representantes do grupo reafirmaram a importância de manter o Atlântico Sul como uma área livre de conflitos, rivalidades entre potências e armas de destruição em massa. A declaração também pediu a retomada das negociações sobre as Ilhas Malvinas entre Argentina e Reino Unido, buscando uma solução pacífica e duradoura para a disputa territorial.

Reconhecimento do Passado e Combate ao Racismo

A declaração destaca a importância da rota transatlântica na história do tráfico de pessoas escravizadas e enfatiza a necessidade de intensificar as ações contra o racismo e pela promoção da igualdade racial. O documento faz referência à resolução 80/250 da ONU, que reconheceu o tráfico de africanos escravizados como um crime contra a humanidade. A Argentina, que já havia se posicionado contra essa resolução, incluiu um adendo no qual afirma seu compromisso na luta contra o racismo, mas dissocia-se de certas referências da ONU.

Compromissos Ambientais e Iniciativas Sustentáveis

A questão ambiental também teve destaque na declaração da Zopacas. O grupo parabenizou a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém e mencionou o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), incentivando investidores a se unirem a essa iniciativa.

Além disso, a reunião celebrou a entrada em vigor do Tratado do Alto Mar, focado na conservação e uso sustentável da biodiversidade marinha em áreas além das jurisdições nacionais. Em resposta a essa pauta, o Brasil lançou a Convenção para a Proteção do Meio Ambiente Marinho no Atlântico Sul, documento que já conta com a adesão de Cabo Verde, Guiné Equatorial, República do Congo e São Tomé e Príncipe.

Estratégias de Cooperação e Desenvolvimento Regional

Outro importante resultado da reunião foi a publicação de um terceiro documento que estabelece estratégias de cooperação entre os países membros. Embora as diretrizes não tenham caráter vinculante, elas visam organizar e priorizar eixos de colaboração em áreas como governança oceânica, defesa e segurança marítimas, além de meio ambiente e desenvolvimento sustentável. Os países foram incentivados a buscar mecanismos de financiamento para implementar as ações acordadas, aproveitando oportunidades de organizações internacionais e regionais.

Com essas iniciativas, o Zopacas reafirma seu papel fundamental na promoção da paz, segurança e sustentabilidade na região do Atlântico Sul, além de fortalecer os laços entre os países signatários.

Fonte: Link original

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