Bolsonaro não teve influência em investigações, afirma PF

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A Polícia Federal (PF) apresentou ao ministro Alexandre de Moraes um novo relatório que, pela segunda vez, conclui que o ex-presidente Jair Bolsonaro não interferiu em investigações que envolviam seus familiares e aliados políticos durante seu mandato. Essa apuração surgiu a partir de suspeitas levantadas pelo senador Sergio Moro (PL-PR) em 2020, quando ele pediu demissão do Ministério da Justiça, alegando que Bolsonaro o pressionava a trocar a direção da PF para obter informações sigilosas de investigações em andamento.

Na época, o então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, que era relator do caso, divulgou um vídeo de uma reunião em que Bolsonaro expressava sua insatisfação com Moro sobre a falta de informações. A oposição chegou a solicitar a apreensão do celular de Bolsonaro, mas a solicitação foi negada por Mello. Após a aposentadoria de Mello, Moraes assumiu a condução do inquérito e, em 2020, vetou a nomeação de Alexandre Ramagem, indicado por Bolsonaro para a chefia da PF, alegando desvio de finalidade.

Em 2022, a então vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, solicitou o arquivamento do inquérito, baseado em um primeiro relatório da PF que não encontrou evidências de interferência ou crimes por parte de Bolsonaro. No entanto, Moraes manteve o inquérito aberto, que ficou parado até que, em outubro do ano passado, o atual procurador-geral, Paulo Gonet, pediu a reabertura das investigações. Moraes então solicitou um novo relatório à PF, que foi entregue em 2 de abril.

O delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, responsável pelo novo relatório, reiterou que não houve interferência por parte de Bolsonaro nas investigações que envolviam seus familiares e aliados. Ele destacou que essas investigações estavam sendo conduzidas diretamente por Moraes, especialmente os inquéritos sobre fake news e atos antidemocráticos. O relatório concluiu que não havia indícios de interferência nos procedimentos judiciais em questão.

Moraes também confirmou, em resposta a questionamentos do delegado, que não havia qualquer evidência nos inquéritos que indicassem interferência de Bolsonaro. Vale lembrar que as investigações conduzidas por Moraes já resultaram em condenações, incluindo uma sentença de 27 anos de prisão para Bolsonaro, além de outros envolvidos como Ramagem e ex-ministros.

Durante o inquérito, o ex-diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, afirmou que as investigações sob a responsabilidade de Moraes não eram supervisionadas pela PF, impossibilitando qualquer interferência por parte de Bolsonaro. O ex-presidente admitiu que queria demitir Valeixo para nomear Ramagem, pois desconfiava de vazamentos de informações sigilosas relacionadas a investigações que o envolviam.

Atualmente, o inquérito permanece aberto sob a supervisão de Moraes, que enviou o novo relatório da PF ao procurador-geral Gonet para manifestação sobre o caso. A situação continua a ser monitorada, enquanto as investigações tentam esclarecer as alegações de interferência e os desdobramentos jurídicos associados.

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