O Banco de Brasília (BRB) anunciou a destituição de dois diretores da antiga gestão, Diogo Ilário de Araújo Oliveira e José Maria Corrêa Dias Júnior, em meio a investigações sobre irregularidades envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração do BRB durante uma reunião realizada em 10 de novembro. O banco também comunicou a nomeação de Bruno de Oliveira Watanabe como novo diretor de Atacado e Governo, destacando sua experiência no setor financeiro e no setor público, além de sua atuação em operações de crédito, mercado financeiro, riscos e compliance no BRB.
A nova gestão do BRB, sob a liderança do presidente Nelson de Souza, está empenhada em seguir os procedimentos de governança e encaminhar o nome de Watanabe ao Banco Central do Brasil para aprovação. Enquanto isso, as diretorias afetadas pela destituição dos executivos serão temporariamente integradas a outras áreas do banco: a Diretoria de Atacado e Governo será incorporada a Finanças, Controladoria e Relações com Investidores, e a Diretoria de Tecnologia será acumulada pela de Controles e Riscos.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, solicitou o afastamento de todos os executivos envolvidos no caso Master, enfatizando a necessidade de garantir a independência e a responsabilidade das investigações. Para isso, uma auditoria forense foi contratada pela nova gestão, com o objetivo de avaliar os prejuízos e as responsabilidades relacionadas ao caso. Celina Leão afirmou que a decisão de afastar os diretores não implica em um julgamento prévio, mas sim na busca pela verdade dos fatos e na proteção das instituições e da confiança pública.
Recentemente, o BRB também anunciou a conclusão da auditoria, que resultou na entrega de um relatório final à Polícia Federal e ao Banco Central. A investigação, conduzida pelo escritório Machado Meyer Advogados com suporte da Kroll, levantou suspeitas sobre a atuação de gestores anteriores, incluindo o ex-presidente Paulo Henrique Costa. As investigações revelaram que o BRB adquiriu R$ 12,2 bilhões em créditos fraudulentos do Banco Master.
A situação é ainda mais complexa, uma vez que o BRB não conseguiu divulgar seu balanço referente a 2025 dentro do prazo legal, que era até 31 de março. Essa falta de transparência financeira impede a determinação exata do impacto financeiro do caso Master sobre o banco, deixando o tamanho do rombo ainda incerto. A atual gestão do BRB está comprometida em restaurar a confiança no banco e assegurar que todas as irregularidades sejam apuradas adequadamente, seguindo os procedimentos legais e de governança.
O caso Master e as ações subsequentes do BRB refletem um momento crítico na gestão do banco, com a necessidade de recuperar a credibilidade e garantir a proteção dos interesses dos acionistas e da população do Distrito Federal. A continuidade das investigações e a implementação de medidas corretivas serão essenciais para o futuro do BRB.
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