Criança é salva após ser mantida em van por dois anos

Criança é salva após ser mantida em van por dois anos

Homem é preso por manter filho em cativeiro em micro-ônibus na França

A polícia francesa prendeu um homem de 43 anos, acusado de manter seu filho de 9 anos em cativeiro em um micro-ônibus desde novembro de 2024. O caso ocorreu na cidade de Hagenbach, na Alsácia, região próxima às fronteiras com a Suíça e a Alemanha. A criança foi resgatada em condições alarmantes, o que gerou grande repercussão na mídia e nas redes sociais.

O resgate aconteceu na última segunda-feira, 8 de abril. Segundo o promotor Nicolas Heitz, ao encontrá-lo, a criança estava "deitada em posição fetal, nua, coberta por um cobertor, em cima de um monte de lixo e perto de excrementos". A situação foi descoberta após vizinhos denunciarem "sons de uma criança" vindos do veículo, que estava estacionado em um condomínio onde o pai morava com sua companheira e outros dois filhos.

Ao forçar a entrada no micro-ônibus, os policiais encontraram o menino em estado de desnutrição, incapaz de andar devido ao longo período em que ficou em posição fetal. Informações revelaram que ele não tomava banho desde 2024 e que estava vivendo em condições sub-humanas.

Motivo do cativeiro

O pai alegou aos investigadores que trancou o filho no micro-ônibus "para protegê-lo", após sua companheira sugerir que a criança fosse internada em um hospital psiquiátrico. No entanto, o promotor Heitz destacou que não havia qualquer registro médico que indicasse problemas psiquiátricos e que o menino apresentava bom desempenho escolar.

A companheira do homem, que também foi detida, mas liberada posteriormente, afirmou não ter conhecimento da situação e acreditava que o garoto estava internado. Parentes e professores da criança também foram levados a acreditar que ele estava em uma instituição de saúde, já que o pai havia informado sobre uma suposta transferência escolar.

Condições de vida e investigação

A irmã de 12 anos do menino e a filha de 10 anos da companheira do acusado foram colocadas sob a proteção de assistentes sociais. De acordo com os investigadores, o pai monitorava o micro-ônibus por câmeras e visitava a criança ocasionalmente para deixar alimentos. A vítima revelou que recebia comida, mas que tinha apenas uma mochila com algumas roupas e era forçada a urinar em garrafas plásticas.

O homem foi indiciado por sequestro e outras acusações, permanecendo sob custódia policial. A sua companheira enfrenta acusações de omissão de socorro a menor em perigo. As autoridades estão apurando se outras pessoas estavam cientes da situação do menino e se houve falhas na rede de proteção.

Este caso chocante levanta questões sobre a proteção de crianças em situações vulneráveis e a eficácia dos sistemas de saúde e assistência social. As investigações continuam em busca de um entendimento mais profundo sobre as circunstâncias que levaram a essa tragédia familiar.

Fonte: Link original

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