Denúncia Grave: Tenente-coronel Neto é Acusado de Agredir Gisele em Quartel-General da PM em São Paulo

Denúncia Grave: Tenente-coronel Neto é Acusado de Agredir Gisele em Quartel-General da PM em São Paulo

Casos de Violência e Feminicídio na Polícia Militar de São Paulo: O Assassinato da Soldado Gisele Alves Santana

A soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi tragicamente assassinada em fevereiro, quando recebeu um disparo fatal na cabeça. O principal suspeito do crime é o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 56 anos, com quem Gisele era casada. Desde a semana passada, Neto está detido sob a acusação de feminicídio.

Depoimentos de colegas de Gisele revelam um histórico de violência e agressões que ocorreram dentro da sede do Comando-Geral da Polícia Militar (PM) de São Paulo, onde ambos trabalhavam. Quatro policiais relataram ter conhecimento de discussões acaloradas e agressões entre o casal, sendo que uma das testemunhas afirmou que Gisele foi agredida fisicamente por Neto no quartel.

Os relatos, que foram encaminhados à Polícia Civil e agora fazem parte do inquérito sobre a morte de Gisele, indicam que o comandante-geral da PM estava ciente das agressões, tendo conversado com a soldado a respeito. No entanto, não há registros de que Neto tenha sido investigado por essas denúncias.

Agressores e Comportamento Abusivo

Os depoimentos coletados descrevem um ambiente de medo e tensão no local de trabalho de Gisele. Um dos relatos menciona que a agressão ocorreu em um corredor que liga o departamento onde ela trabalhava à reserva de armas. Enquanto um testemunho afirma que Neto a pressionou contra a parede, outro sugere que ele a agarrou pelo pescoço. As câmeras de segurança do quartel teriam registrado o incidente, embora a data exata não tenha sido confirmada.

Gisele começou sua trajetória na PM em dezembro de 2022 e casou-se com Neto em junho de 2024. O ex-marido de Gisele também confirmou que ela havia compartilhado com ele experiências de agressões por parte de Neto, incluindo uma situação em que o tenente-coronel a "chacoalhou" durante uma discussão no trabalho, tendo sido interrompido por outros policiais presentes.

Cultura de Silêncio e Medo

Nos depoimentos, outros policiais relataram ter presenciado o comportamento ciumento e obsessivo de Neto. Em uma ocasião, após um comentário elogioso a Gisele feito por uma sargento, Neto demonstrou ciúmes descontrolados, exigindo saber quem havia feito o comentário. Esse tipo de comportamento gerava um clima de desconforto e medo entre os colegas de Gisele, que viam Neto aparecer frequentemente no local de trabalho dela, muitas vezes sem aviso prévio.

Uma policial afirmou que o comandante-geral da PM conversou com Gisele após uma discussão agressiva, resultando em uma proibição temporária para que Neto entrasse no quartel. Apesar disso, Gisele continuou a enfrentar dificuldades, solicitando que o marido deixasse de frequentar o Comando-Geral, pedido que não foi totalmente respeitado.

O Assassinato de Gisele

O trágico desfecho ocorreu em 18 de fevereiro, quando Gisele foi encontrada morta em seu apartamento, localizado no Brás, região central de São Paulo. Na ocasião, Neto estava presente e alegou que a esposa havia cometido suicídio. No entanto, seu comportamento, que desrespeitou ordens para não se banhar e a possível alteração da cena do crime, levantaram suspeitas sobre a veracidade de sua versão dos fatos.

Com a prisão do tenente-coronel, sua defesa alegou que a ordem de detenção foi ilegal, argumentando que a Justiça Militar não possui jurisdição sobre casos de feminicídio e que informações pessoais do acusado foram divulgadas de maneira inadequada, causando danos à sua honra.

O caso de Gisele Alves Santana lança luz sobre a cultura de silêncio e a necessidade de medidas mais eficazes para combater a violência de gênero, especialmente dentro das instituições de segurança pública. A sociedade clama por justiça e por mudanças que garantam a proteção das vítimas de abusos.

Fonte: Link original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Categorias

Publicidade
Publicidade

Assine nossa newsletter

Publicidade

Outras notícias