Segurança da Informação se Consolida como Pilar Estratégico nas Empresas Brasileiras
A segurança da informação tornou-se um elemento essencial nas corporações brasileiras, marcando uma mudança significativa em sua abordagem. De acordo com a 4ª Pesquisa Nacional de Segurança da Informação, realizada pela BugHunt, 96% das empresas estão alocando investimentos na área. Este dado ressalta não apenas a adoção generalizada de práticas de segurança, mas também uma transformação na prioridade das organizações: o foco agora está na manutenção e operação eficiente da segurança ao longo do tempo.
O estudo revela que 67% das empresas mantêm investimentos constantes em segurança há mais de cinco anos. Isso indica um novo entendimento sobre o papel da segurança, que deixa de ser tratada como um projeto isolado e passa a ser integrada à governança e à estratégia de negócios. "Hoje, a pergunta não é mais se a empresa investe em segurança, mas sim se consegue operar essa segurança de forma previsível e eficaz na mitigação de riscos", afirma Caio Telles, CEO da BugHunt.
Esse novo enfoque se reflete nas metas para os próximos anos. Para 61% das empresas, a prioridade em 2026 será a melhoria contínua dos sistemas de segurança, afastando-se de estratégias reativas que apenas respondem a incidentes. A tendência é adotar uma abordagem preventiva e permanentes, com constante revisão e redução das vulnerabilidades.
A pressão regulatória, incluindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), também tem um papel crucial nesse cenário. A legislação já influencia as decisões de investimento de 91% das empresas, integrando a segurança ao planejamento estratégico. Contudo, limitações orçamentárias impõem um desafio: 39% das organizações não planejam aumentar seus investimentos em 2026, o que exige maior eficiência e retorno sobre os recursos aplicados.
Frente a esse contexto, tecnologias emergentes como inteligência artificial, automação e modelos de segurança baseados em Zero Trust ganham destaque, permitindo que as empresas ampliem sua proteção sem aumentar proporcionalmente os custos. Além disso, programas de Bug Bounty estão se tornando uma estratégia valiosa, com crescente adesão e conscientização no mercado.
Apesar do avanço nas práticas de segurança, o fator humano continua sendo uma das principais vulnerabilidades. Incidentes de phishing e vishing estão entre os mais comuns, seguidos por falhas de autenticação e exploração de vulnerabilidades. Isso evidencia a necessidade de processos robustos, gestão eficaz da identidade e uma cultura organizacional que valorize a segurança.
O estudo conclui que, em um ambiente onde a maioria das empresas já investe em segurança, o diferencial competitivo não se resume mais à adoção de novas tecnologias, mas sim à capacidade de execução. "A maturidade em segurança não é medida pela quantidade de ferramentas, mas pela habilidade de manter a operação, corrigir rapidamente e evoluir com metodologia", finaliza Telles.
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