Érica Hilton deve assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados
Érica Hilton, parlamentar trans e membro do PSOL, está prestes a assumir um papel significativo na Câmara dos Deputados, ao ser indicada para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. A votação da indicação está prevista para a próxima semana e conta com o apoio de diversos partidos além do PSOL.
Desde a criação da comissão em 2016, todas as presidentes foram mulheres cisgêneras. Caso Hilton assuma a liderança, será a primeira vez que uma mulher trans ocupará essa posição. Essa mudança representa um avanço na inclusão e na representação da diversidade de gênero na política brasileira.
Uma das principais pautas que Érica Hilton pretende defender é o combate à violência contra a comunidade trans. Este tema ganhou destaque recentemente, especialmente após a divulgação de um relatório da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), que revelou que o Brasil é o país com a maior taxa de homicídios de pessoas trans no mundo.
Segundo o documento, foram registrados 80 assassinatos de pessoas trans em 2025, em um ano que também contabilizou mais de 34 mil homicídios no país. A Antra ressalta que, embora o número de mortes tenha diminuído em relação a 2024, quando foram contabilizadas 122 mortes, a situação ainda é alarmante e requer atenção urgente das autoridades.
A expectativa é que a chegada de Érica Hilton à presidência da comissão traga uma nova perspectiva e ações efetivas para proteger os direitos da população trans e enfrentar a violência de gênero. Com sua experiência e compromisso social, Hilton poderá impulsionar debates e políticas públicas que visem garantir segurança e dignidade a todos os cidadãos brasileiros.
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