Espanha proíbe voos de aviões militares dos EUA em crise aérea

Espanha proíbe voos de aviões militares dos EUA em crise aérea

Espanha Fecha Espaço Aéreo para Aviões dos EUA Envolvidos em Conflito no Irã

Na última segunda-feira, 30 de outubro, a Espanha anunciou o fechamento de seu espaço aéreo para aeronaves militares dos Estados Unidos que participam de operações contra o Irã. A medida, segundo a ministra da Defesa, Margarita Robles, se estende à proibição do uso de bases militares espanholas em ações relacionadas ao conflito.

Em entrevista a jornalistas em Madri, Robles destacou: "Não autorizamos nem o uso de bases militares, nem o uso do espaço aéreo para ações ligadas à guerra no Irã." A decisão representa uma postura firme do governo espanhol em relação à sua não participação em conflitos considerados unilaterais e contrários ao direito internacional.

O fechamento do espaço aéreo obriga os aviões militares a desviarem seu percurso, contornando a Espanha, que é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em direção ao Oriente Médio. Entretanto, situações de emergência estão isentas dessa restrição, conforme relataram fontes militares.

Carlos Cuerpo, ministro da Economia, também se pronunciou sobre a questão, afirmando que a medida é uma extensão da decisão do governo de não contribuir para uma guerra que considera imprudente. Durante entrevista à Rádio Cadena Ser, ele foi questionado se essa ação poderia prejudicar as relações com os Estados Unidos e enfatizou a posição independente da Espanha.

O primeiro-ministro Pedro Sánchez tem sido um crítico contundente das operações militares dos EUA e de Israel contra o Irã, descrevendo tais ações como ilegais. A tensão entre os dois países aumentou após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou restringir o comércio com a Espanha em resposta à recusa do governo espanhol em permitir o uso de suas bases militares.

Essa nova postura da Espanha destaca a crescente preocupação com a escalada de conflitos no Oriente Médio e reforça a busca do país por uma política externa mais autônoma e alinhada com princípios de direito internacional.

Fonte: Link original

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