Família descobre morte em UTI 16 horas após o ocorrido

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A morte de Aurimar Santana Rosa, de 63 anos, no Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo) gerou revolta e indignação na família, que enfrentou uma experiência angustiante durante o processo. Aurimar foi internado no hospital em 26 de março, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico, e seu estado de saúde deteriorou-se ao longo dos 10 dias de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A família, que frequentemente visitava o paciente, foi informada no último sábado, 4 de abril, sobre a gravidade do seu estado de saúde, mas mantinha a esperança de uma melhora.

No entanto, a comunicação da morte de Aurimar foi marcada por uma série de falhas. A família foi notificada cerca de 16 horas após o falecimento, que ocorreu por volta das 20h de sábado. Marinilde Rosa, esposa de Aurimar, recebeu uma ligação do hospital às 11h45 do domingo, informando que deveria comparecer à unidade, sem saber que seu marido já havia falecido. Marinilde expressou sua frustração, descrevendo a situação como um “momento de esperança que se transformou em revolta”.

Quando a família chegou ao hospital, mesmo com a comunicação prévia, enfrentou outra dificuldade: um longo tempo de espera para ser atendida. Cleomar Rosa, filho de Aurimar, relatou que a recepção foi rude e a atendente não ofereceu assistência imediata, mesmo sabendo que estavam ali devido à convocação do hospital. Isso aumentou a angústia da família, que já lidava com a perda.

O médico que atendeu a família ficou surpreso com a situação, afirmando que os esperavam desde a noite anterior. A família ainda não obteve explicações sobre o atraso na comunicação do óbito, o que levantou questionamentos sobre os protocolos de atendimento do hospital.

Diante da situação, a Ouvidoria do hospital agendou uma reunião com a família para discutir as medidas a serem tomadas em razão da falha na comunicação. A diretora do hospital e outros gestores participaram da reunião, que ocorreu em 8 de abril, na tentativa de abordar as preocupações da família e garantir que situações semelhantes não se repetissem.

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) também se manifestou sobre o caso, lamentando a morte de Aurimar e afirmando que está investigando rigorosamente o atraso na comunicação do óbito. A SES-GO reiterou que o hospital segue protocolos assistenciais e que, em casos de mortes na UTI sem acompanhantes, deve haver comunicação imediata aos familiares, registro oficial do óbito e atendimento humanizado. A secretaria enfatizou seu compromisso com a qualidade do atendimento e a responsabilização de qualquer conduta inadequada por parte dos servidores.

Esse episódio destaca a importância da comunicação clara e imediata em ambientes de saúde, especialmente em momentos delicados como a morte de um paciente, e a necessidade de protocolos eficazes para garantir o suporte emocional às famílias.

Fonte: Link original

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