Fictor Anuncia Transação de R$ 500 Milhões com Vorcaro, Acelerando Expansão Após Aquisição do Master

Fictor Anuncia Transação de R$ 500 Milhões com Vorcaro, Acelerando Expansão Após Aquisição do Master

Grupo Fictor Realiza Contrato de R$ 500 Milhões com Titan Capital Holding em Meio a Crises Financeiras

No cenário financeiro turbulento do Brasil, o Grupo Fictor firmou um contrato de R$ 500 milhões com a Titan Capital Holding, uma empresa registrada nas Ilhas Cayman, controlada por Daniel Vorcaro. Este acordo, assinado em 16 de outubro de 2024, ocorre apenas um mês antes da tentativa fracassada de aquisição do Banco Master.

O contrato, obtido com exclusividade, revela que a Titan vendeu à Fictor Holding S/A suas cotas no fundo Krispy, que era majoritariamente composto por créditos provenientes de ações judiciais. Na época da transação, o fundo era administrado pela Reag, que posteriormente foi liquidada pelo Banco Central e está sob investigação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público de São Paulo (MPSP) nas operações Compliance Zero e Carbono Oculto.

A Fictor Holding S/A é uma das empresas do grupo que pediu recuperação judicial no início deste mês, o que levanta questionamentos sobre a saúde financeira da organização. O acordo com a Titan foi dividido em duas etapas. Na primeira, a Fictor compraria dois precatórios relacionados à Usina São João (R$ 1,09 bilhão) e à Agro Industrial Tabu (R$ 577,33 milhões), totalizando R$ 1,6 bilhão, representando 36% do patrimônio líquido do fundo Krispy, estimado em R$ 4,6 bilhões.

Pagamentos Estruturados e Controvérsias

O contrato previa um pagamento inicial de R$ 200 milhões em até cinco dias após a assinatura e um segundo pagamento de R$ 300 milhões em até 60 dias. Em 23 de outubro de 2025, a Fictor transferiu R$ 30 milhões à Titan, justificando que o valor correspondia a parte do pagamento pelos ativos adquiridos.

A defesa de Vorcaro destacou que a Titan Capital Holding foi criada como parte de um projeto de reorganização societária, visando atrair investidores estrangeiros e internacionalizar suas operações. O contrato estipulava que os pagamentos deveriam ser feitos na conta da Titan na Sefer Investimentos, corretora que atuava como representante legal da empresa no Brasil.

No contexto da recuperação judicial, a Fictor declarou a Sefer como sua segunda maior credora, com um crédito de R$ 430 milhões. A corretora também foi alvo de investigações na Operação Compliance Zero, sob suspeita de envolvimento em um esquema de repasse de recursos ligado à família Vorcaro.

Tentativa de Aquisição do Banco Master e Consequências Legais

O contrato com a Titan foi assinado na noite de 6 de outubro de 2025, por Daniel Vorcaro, pelo ex-diretor do Banco Master, Ângelo Antonio Ribeiro da Silva, e por Rafael Góis, representando a Fictor. Um mês depois, em 17 de novembro, a Fictor anunciou a aquisição do Banco Master em consórcio com investidores dos Emirados Árabes Unidos, cujo nomes não foram revelados.

A Fictor planejava comprar todas as ações de Vorcaro no Banco Master por R$ 3 bilhões e assumir seu controle. No entanto, no mesmo dia do anúncio, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero, enquanto tentava embarcar para Dubai. No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master. Além de Vorcaro e do próprio banco, a Fictor também está sob investigação pela PF.

Esse desenrolar de eventos evidencia as complexidades e os riscos envolvidos nas operações financeiras em um ambiente regulatório cada vez mais desafiador.

Fonte: Link original

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