França, Itália e Espanha Reagem a Operações Militares no Irã e Aumentam Tensão com os EUA
Em meio a crescentes tensões no Oriente Médio, França, Itália e Espanha se uniram para restringir as operações militares dos Estados Unidos e de Israel em relação ao Irã. As decisões dessas nações surgem em um contexto de críticas do presidente norte-americano, Donald Trump, que apontou a falta de apoio dos aliados da Otan na guerra que já dura um mês.
Recentemente, Trump chamou os países da Otan de "covardes" por não terem se engajado no conflito e, em um post em sua rede social, criticou abertamente a França. Ele afirmou que o país não permitiu que aeronaves com destino a Israel, carregadas de suprimentos militares, sobrevoassem seu território, classificando a França como "MUITO INÚTIL" no combate ao que chamou de "Açougueiro do Irã".
De acordo com informações de um diplomata ocidental e duas fontes a par da situação, a França negou a solicitação de Israel para utilizar seu espaço aéreo para o transporte de armas norte-americanas. Essa recusa ocorreu no último fim de semana e marca a primeira vez que a França toma tal atitude desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. Até o momento, nem o governo francês nem o Ministério das Relações Exteriores se pronunciaram sobre o assunto.
A Itália Também Restringe Operações
Na Itália, a situação não é diferente. Na semana passada, o país impediu que aeronaves militares dos EUA pousassem na base aérea de Sigonella, na Sicília, antes de seguirem para o Oriente Médio. Segundo o jornal Corriere della Sera, a negativa ocorreu porque os Estados Unidos não solicitaram autorização formal e não consultaram a liderança militar italiana, como estipulado pelos tratados de uso das instalações militares norte-americanas.
Espanha Fecha Espaço Aéreo
A Espanha, por sua vez, anunciou que fechou seu espaço aéreo para aviões dos EUA envolvidos em ataques ao Irã. O primeiro-ministro Pedro Sánchez se posicionou como um dos críticos mais contundentes das ações militares norte-americanas e israelenses. A ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, esclareceu que o uso das bases espanholas só será permitido para a "defesa coletiva" dos aliados da Otan e que a restrição ao espaço aéreo está em vigor desde o início do conflito.
Essas ações refletem um descontentamento crescente entre os aliados europeus e os Estados Unidos, levantando questões sobre a eficácia da Otan e a solidariedade entre seus membros em tempos de crise. A repercussão desse endurecimento nas relações ainda está por ser avaliada em sua totalidade, mas certamente marca um ponto de inflexão nas dinâmicas de poder na região.
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