Fundo Amazônia investe R$ 357 milhões em bioeconomia sustentável

Fundo Amazônia destinará R$ 357 milhões a projetos de bioeconomia

No dia 1º de novembro de 2023, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil anunciou a assinatura dos primeiros três convênios relacionados ao Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), um projeto que visa promover a bioeconomia na região amazônica. A cerimônia, realizada em Brasília, contou com a presença da ministra Marina Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin. Os convênios, que totalizam R$ 357 milhões oriundos do Fundo Amazônia, beneficiarão 5.500 famílias e 60 instituições de ciência e tecnologia.

Os projetos contemplados estão voltados para várias iniciativas, como cooperativismo, implantação de sistemas agroextrativistas em áreas degradadas, aquisição de equipamentos e fortalecimento de cadeias produtivas de produtos como açaí, babaçu, castanhas e cupuaçu. Durante a cerimônia, Marina Silva, que está deixando o ministério para concorrer ao Senado nas eleições de outubro, expressou satisfação com os avanços do ministério e destacou a importância do trabalho realizado até agora.

O PNDBio possui um escopo amplo, estabelecendo 21 metas e 185 ações estratégicas, que visam garantir a competitividade das práticas de bioeconomia, a geração de empregos e a promoção do uso sustentável dos recursos biológicos. Um dos convênios assinados envolve a Cooperacre, uma cooperativa reconhecida por seu trabalho com extrativistas e agricultores familiares no Acre, que tem se destacado na produção agrícola sustentável e na implementação de sistemas integrados.

Um dos objetivos centrais do PNDBio é recuperar até 2,3 milhões de hectares de vegetação nativa até 2035, integrando esses espaços a cadeias produtivas que proporcionem renda aos povos tradicionais. Além disso, o plano prevê a consolidação de pelo menos 30 territórios de restauração como polos de bioeconomia. Outra meta importante é aumentar o número de beneficiários de pagamentos por serviços ambientais, buscando atingir 300 mil até 2035, em comparação aos 71,8 mil atuais, que incluem povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares.

O desenvolvimento do plano de bioeconomia foi um esforço conjunto que envolveu as pastas do Meio Ambiente, Fazenda e Indústria ao longo de dois anos. A iniciativa tem como fio condutor a integração entre setores como agricultura, florestas, indústria, energia, ciência e inovação.

Em resumo, o PNDBio representa um passo significativo na busca por um modelo de desenvolvimento sustentável na Amazônia, promovendo não apenas a conservação ambiental, mas também a inclusão econômica e social das comunidades locais. Através de investimentos em projetos de bioeconomia, o governo brasileiro busca criar oportunidades e fortalecer a resiliência das populações que dependem dos recursos naturais, ao mesmo tempo em que trabalha para recuperar áreas degradadas e promover práticas sustentáveis.

Fonte: Link original

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