G7 Apela pelo Fim de Ataques a Civis no Oriente Médio e Defende Navegação Livre no Estreito de Ormuz
Os ministros das Relações Exteriores do G7 se reuniram nesta sexta-feira (27) na França e emitiram um apelo urgente para o término imediato dos ataques contra a população civil e as infraestruturas no Oriente Médio. Em um comunicado conjunto, as autoridades reafirmaram a importância da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica para o comércio marítimo global.
Os representantes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Reino Unido e Japão, todos membros da Otan, destacaram a necessidade de restaurar a segurança nas águas do Estreito de Ormuz. O texto enfatiza que não há justificativa para ataques deliberados a civis em conflitos armados ou a instalações diplomáticas.
O ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, que preside o G7, mencionou o amplo consenso entre países sobre a preservação da liberdade de navegação. "É inaceitável viver em um mundo onde as águas internacionais estão fechadas à navegação", afirmou Barrot em coletiva de imprensa após o encontro, realizado em Vaux-de-Cernay, nos arredores de Paris.
Durante a reunião, os ministros também discutiram a possibilidade de um encontro futuro com representantes do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo. No entanto, a agência de notícias Associated Press reportou que as divisões sobre a guerra com o Irã ficaram evidentes, com críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a falta de apoio dos aliados frente à retaliação iraniana.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, participou da reunião em um momento delicado, após Trump ter reiterado suas insatisfações com os países da Otan, complicando a diplomacia americana em relação ao conflito. A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que começou há quase um mês, gerou preocupações sobre a estabilidade dos mercados de petróleo e a incerteza em torno de negociações para a paz.
A ministra das Forças Armadas da França, Catherine Vautrin, declarou que a guerra "não é da Europa" e reforçou a importância de uma solução diplomática. "É essencial que encontremos um caminho para a paz", disse à imprensa.
A chefe da diplomacia britânica, Yvette Cooper, também enfatizou a necessidade de uma abordagem diplomática, reconhecendo diferenças com os Estados Unidos em relação a ações ofensivas. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, expressou a disposição de Berlim em contribuir para a segurança da navegação no Estreito de Ormuz após o fim das hostilidades.
Atualmente, a ofensiva militar contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, tem levado Teerã a responder com ataques na região e bloqueios no Estreito de Ormuz, crucial para o transporte de petróleo e gás natural. O cenário continua a evoluir, e os líderes do G7 buscam soluções que possam garantir a paz e a segurança na região.
Fonte: Link original

































