Governo Prioriza Extinção da Escala 6×1: Boulos Defende Mudanças Urgentes nas Condições de Trabalho

Governo Prioriza Extinção da Escala 6x1: Boulos Defende Mudanças Urgentes nas Condições de Trabalho

Guilherme Boulos Reitera Prioridade pelo Fim da Escala 6×1 e Defende Direitos dos Trabalhadores

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, reafirmou nesta segunda-feira (23) que o governo federal tem como uma de suas principais metas para este ano o fim da escala de trabalho 6×1. Em declaração durante a estreia do programa "Alô Alô Brasil", na Rádio Nacional, Boulos destacou a proposta de substituir essa rotina por uma jornada de no máximo 5×2, assegurando que os trabalhadores tenham ao menos dois dias de descanso semanal. Além disso, o ministro defendeu a redução da carga horária máxima para 40 horas semanais, sem diminuição salarial.

Boulos reconheceu a resistência de empresários a essa mudança, mas ressaltou que isso é um padrão histórico em relação a avanços trabalhistas no Brasil, como a implementação do salário mínimo e das férias remuneradas. “Historicamente, patrões tendem a se opor ao aumento de direitos dos trabalhadores, alegando prejuízos à economia. No entanto, a realidade mostra que esses direitos foram conquistados sem que a economia entrasse em colapso”, afirmou.

Em sua fala, o ministro também destacou a necessidade de aprovar a PEC da Segurança Pública, que possibilitará a criação de um Ministério de Segurança Pública com funções definidas por lei. Boulos mencionou ainda a importância de garantir direitos aos trabalhadores de aplicativos de transporte, propondo a instituição de taxas fixas que as empresas devem repassar aos motoristas, para evitar que sejam prejudicados. “As empresas atuam apenas como intermediárias tecnológicas. Elas não possuem veículos nem realizam as corridas, mas ficam com 50% do lucro. Isso é inaceitável”, disse.

O ministro também abordou a situação dos entregadores de aplicativos, revelando que, no final do ano passado, sua pasta criou um grupo de trabalho para desenvolver propostas de regulação trabalhista para essa categoria.

Além de suas declarações sobre direitos trabalhistas, Boulos anunciou que retornaria a Brasília para se reunir com lideranças indígenas do Pará, que protestam contra o Decreto nº 12.600, de agosto de 2025. Esse decreto inclui hidrovias no Programa Nacional de Desestatização (PND), gerando preocupações sobre impactos ambientais e na soberania alimentar dos povos indígenas. Boulos expressou esperança de que o governo atenda às reivindicações dessas comunidades, considerando-as justas e necessárias.

Em resposta a questionamentos sobre a revogação do decreto, o ministro afirmou que a decisão passará por um debate com outros ministérios envolvidos na sua elaboração. “Esse decreto foi publicado antes de eu assumir, mas minha defesa é para que possamos atender às reivindicações dos indígenas”, concluiu Boulos.

Fonte: Link original

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