Hezbollah Intensifica Conflito com Israel Após Quebra de Cessar-Fogo

Hezbollah Intensifica Conflito com Israel Após Quebra de Cessar-Fogo

Conflito no Líbano: Hezbollah Intensifica Ataques a Israel Após Violação de Cessar-Fogo

O Hezbollah, grupo político-militar libanês, intensificou suas ações militares contra Israel nesta quinta-feira (9), em resposta à violação do cessar-fogo mediado entre o Irã e os Estados Unidos. O governo israelense, liderado por Benjamin Netanyahu, lançou uma ofensiva significativa no Líbano, resultando na morte de pelo menos 250 pessoas um dia após a trégua.

Em comunicado, o Hezbollah declarou que, “em defesa do Líbano e de seu povo”, seus combatentes atacaram o assentamento de Manara com um intenso bombardeio de foguetes às 2h30 da manhã. A organização também anunciou uma série de ataques a outros assentamentos israelenses no norte, como Avivim e Shomera. O grupo xiita enfatizou que suas ações “continuarão até que a agressão israelense e americana cesse”.

Do outro lado da fronteira, Israel se recusa a incluir o Líbano nas negociações de cessar-fogo, afirmando que suas operações visam “eliminar qualquer ameaça ao Estado de Israel”. A Força de Defesa de Israel (FDI) informou que, durante confrontos recentes, matou oito membros do Hezbollah, incluindo Maher Qassem Hamdan, um dos líderes do grupo na região de Chebaa. Além disso, a FDI anunciou a morte de Naim Qassem, secretário do Hezbollah, em Beirute.

Cessar-Fogo em Risco

As tensões aumentaram ainda mais após o Irã ameaçar romper o cessar-fogo por conta dos bombardeios israelenses no Líbano. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Líbano não fazia parte do acordo, enquanto o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador, confirmou que o fim das hostilidades no Líbano estava incluído nas negociações.

Países europeus, como França, Reino Unido e Espanha, assim como representantes da União Europeia, estão pressionando para que o Líbano integre o acordo de cessar-fogo. Nesta quinta-feira, o presidente libanês, Masoud Pezershkian, declarou que as contínuas agressões tornam as negociações para encerrar a guerra “sem sentido”.

Uma reunião entre representantes do Irã e dos Estados Unidos está agendada para esta sexta-feira (10), em Islamabad, no Paquistão, para discutir os detalhes de um potencial acordo que poderia estabilizar o frágil cessar-fogo de duas semanas.

Histórico do Conflito

Os bombardeios israelenses sobre o Líbano foram intensificados desde o início da guerra no Irã, especialmente após o Hezbollah retomar seus ataques em 2 de março. O grupo alega que suas ações são uma retaliação aos ataques israelenses nos últimos meses e em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

O conflito entre Israel e o Hezbollah remonta à década de 1980, quando a milícia foi formada em resposta à invasão israelense do Líbano. Em 2000, o Hezbollah conseguiu expulsar as forças israelenses do país. Desde então, o grupo evoluiu, tornando-se um partido político com assentos no Parlamento libanês.

A atual escalada de hostilidades entre Israel e o Hezbollah está ligada à destruição da Faixa de Gaza a partir de 2023, com o Hezbollah lançando foguetes em solidariedade aos palestinos e para desgastar as defesas israelenses. A tensão se intensificou após acordos de cessar-fogo que, embora tenham sido firmados, frequentemente não foram respeitados, resultando em novos ataques ao Líbano nos anos subsequentes.

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