O episódio da série “Minuto Saúde Imunológica”, apresentado pelo professor Pérsio Roxo Junior, aborda a relação entre imunodeficiência e vacinação. A imunização é essencial para a proteção de indivíduos com sistema imunológico comprometido, mas a escolha das vacinas deve ser feita com base em uma avaliação especializada, levando em consideração o tipo de deficiência imunológica e o tipo de vacina a ser administrada.
De forma geral, é recomendado que pessoas com imunodeficiência se vacinem, uma vez que essa pode ser uma ferramenta crucial para a sobrevivência. O professor enfatiza a importância de distinguir entre dois grupos de vacinas: as vacinas inativadas e as vacinas de agentes vivos atenuados.
As vacinas inativadas, ou “mortas”, são compostas por fragmentos de vírus ou bactérias que não podem causar a doença. Essas vacinas são consideradas seguras para pessoas com imunodeficiência. Exemplos incluem vacinas contra gripe, hepatite A e B, pneumonia, meningite e a tríplice bacteriana. Embora a resposta imunológica de pacientes imunodeficientes possa ser inferior à de indivíduos saudáveis, o risco de efeitos adversos graves é quase inexistente, tornando essas vacinas recomendadas para esse grupo.
Por outro lado, as vacinas de agentes vivos atenuados contêm microrganismos em uma forma enfraquecida. Para pessoas com um sistema imunológico normal, essas vacinas são eficazes e seguras, mas em pacientes com imunodeficiência grave, esses agentes podem se multiplicar descontroladamente e causar a doença. Exemplos de vacinas desse tipo incluem aquelas contra tuberculose, febre amarela, rotavírus, varicela, sarampo, caxumba, rubéola e poliomielite oral. Para a aplicação dessas vacinas, é necessária uma avaliação médica cuidadosa.
O professor Roxo Junior também destaca que nem todas as imunodeficiências são iguais. Pacientes com deficiência de anticorpos podem ter restrições diferentes em comparação com aqueles que apresentam alterações nas células de defesa. Portanto, exames imunológicos são essenciais para identificar o tipo de deficiência e determinar a conduta adequada.
Além disso, a vacinação de pessoas que convivem com pacientes imunodeficientes é crucial. Quando familiares e amigos se vacinam, ajudam a reduzir a circulação de vírus e bactérias, diminuindo o risco de transmissão para aqueles que são mais vulneráveis.
Em resumo, as vacinas inativadas são seguras e recomendadas para pacientes com imunodeficiência, enquanto as vacinas de agentes vivos atenuados requerem uma avaliação rigorosa e devem ser administradas somente com autorização médica. O calendário vacinal desses pacientes deve ser individualizado e definido por especialistas, garantindo que cada paciente receba a proteção necessária de acordo com suas condições específicas.
A série “Minuto Saúde Imunológica” é uma iniciativa da Rádio USP Ribeirão, com o objetivo de democratizar o conhecimento sobre imunidade, abordando temas variados relacionados à saúde imunológica, e está disponível para ser ouvida na rádio ou por meio de plataformas digitais.
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