A morte de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, está gerando controvérsias e investigações após ela ser baleada por uma policial militar durante uma abordagem na madrugada do dia 3 de novembro, na Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo. O incidente ocorreu quando Thawanna estava ao lado de seu marido, Luciano Gonçalves dos Santos. A situação se agravou rapidamente após um incidente envolvendo a viatura da polícia, que aparentemente colidiu com o carro do casal, levando a uma discussão acalorada entre os envolvidos.
De acordo com os relatos, a abordagem policial começou quando os agentes da PM, em uma viatura dirigida pelo soldado Weden, estavam tentando acompanhar uma moto com suspeitos, mas perderam os indivíduos de vista. Durante a manobra, o retrovisor da viatura atingiu o braço de Luciano, o que deu início a um confronto verbal. A bodycam do soldado Weden registrou o momento em que ele, após a colisão, gritou ofensas ao casal, questionando o porquê de estarem na rua. Thawanna respondeu de forma firme, lembrando que a colisão foi provocada pela polícia.
Após a troca de palavras, a soldado Yasmin Cursino, que estava na viatura, saiu para confrontar Thawanna. As imagens mostram Thawanna pedindo que Yasmin não a apontasse com o dedo, indicando uma escalada de tensão entre as duas. Em meio à discussão, um tiro foi disparado, resultando no ferimento fatal de Thawanna, que foi atingida no peito. Importante ressaltar que a câmera do Weden, que estava focada na discussão com Luciano, não capturou o momento exato do disparo, levando a incertezas sobre o que ocorreu na sequência.
Após o disparo, Weden se dirigiu a Yasmin, perguntando se ela havia atirado em Thawanna, ao que Yasmin justificou que a mulher havia lhe dado um tapa no rosto. A policial Yasmin não estava usando a câmera corporal no momento porque era novata e ainda não havia recebido autorização para operá-la. Essa situação levanta questões sobre o treinamento e a preparação das forças policiais em situações de conflito.
A perícia está agora analisando o tempo que levou para a ambulância chegar ao local após o disparo, com o intuito de determinar se a espera prolongada teve um impacto negativo na sobrevivência de Thawanna. Informações indicam que a mulher levou cerca de 30 minutos para receber socorro, um fator que pode ter contribuído para o desfecho trágico do caso.
Os agentes envolvidos foram afastados de suas funções enquanto o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a Corregedoria da PM conduzem investigações detalhadas sobre o uso da força e a adequação dos protocolos de abordagem. A morte de Thawanna é mais um episódio que reacende discussões sobre a conduta da polícia e os procedimentos em situações de abordagem, especialmente em comunidades vulneráveis. O caso continua a ser monitorado de perto pela sociedade e pelas autoridades, evidenciando a necessidade urgente de reformulação nas práticas policiais.
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