Irã aceita plano de cessar-fogo, mas veta abertura do Estreito

Irã aceita plano de cessar-fogo, mas veta abertura do Estreito

Irã Recebe Proposta de Cessar-Fogo do Paquistão, Mas Rejeita Condições dos EUA

O Irã confirmou que recebeu um plano de cessar-fogo elaborado pelo Paquistão, que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz. Esse movimento ocorre em meio a discussões entre os Estados Unidos, o Irã e mediadores regionais sobre um possível cessar-fogo de 45 dias, que poderia abrir caminho para uma solução duradoura para o conflito.

Entretanto, o governo iraniano deixou claro que não reabrirá o Estreito de Ormuz em troca de um cessar-fogo temporário. Além disso, os Estados Unidos ainda não estão dispostos a aceitar um cessar-fogo permanente, conforme indicado por uma fonte oficial.

A situação se agravou no último sábado (4), quando Donald Trump ameaçou destruir usinas de energia e pontes no Irã, caso o país não concordasse em reabrir completamente o Estreito de Ormuz até a próxima terça-feira (7). Em resposta, Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, afirmou que as ameaças do presidente americano podem ser classificadas como crimes de guerra. "O presidente dos EUA, como a mais alta autoridade de seu país, ameaçou publicamente cometer crimes de guerra", declarou Gharibabadi.

Além disso, o comando militar central do Irã emitiu um alerta, prometendo uma retaliação "muito mais devastadora" caso os Estados Unidos realizem ataques contra alvos civis. A tensão aumentou com um recente ataque conjunto entre os EUA e Israel, que resultou na morte de Majid Khademi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã. Em uma declaração nas redes sociais, a Guarda Revolucionária descreveu o ataque como "terrorista" e "criminoso", reafirmando a determinação do Irã em responder a essas agressões.

Esta série de eventos destaca a fragilidade da situação no Oriente Médio e a complexidade das negociações de paz em curso, enquanto o mundo observa de perto os desdobramentos.

Fonte: Link original

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