No dia 31 de outubro, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, fez uma declaração significativa sobre a situação de conflito envolvendo o país, afirmando que Teerã não tem interesse em prolongar a guerra, mas que está disposto a encerrá-la, desde que haja garantias contra novas agressões. Essa conversa ocorreu em uma ligação com António Costa, presidente do Conselho Europeu. Pezeshkian destacou que o Irã foi alvo de ataques durante as negociações com os Estados Unidos, sugerindo que isso evidenciava a falta de crença de Washington na diplomacia.
O presidente iraniano enfatizou que o Irã havia participado das tratativas de maneira “sincera e construtiva”, mas sofreu ataques em duas ocasiões durante esse processo. Para ele, esses incidentes demonstram que os EUA buscam impor seus interesses por meio da força militar. Pezeshkian criticou também a União Europeia, chamando de “lamentável” a sua inação diante das ações dos EUA e de Israel, o que ele considera uma contradição aos princípios de defesa dos direitos humanos e do direito internacional que a UE afirma promover.
Além disso, Pezeshkian reafirmou que o Irã tem o direito à legítima defesa e acusou países vizinhos de permitirem que bases americanas sejam usadas para ataques, sem cumprirem suas responsabilidades internacionais. Ele também alertou que o Estreito de Ormuz está fechado para embarcações de nações que considera agressores, advertindo que qualquer intervenção nesse contexto poderia resultar em consequências perigosas.
António Costa, por sua vez, reafirmou que a Europa não apoia a agressão contra o Irã e defendeu a resolução do conflito por meio de negociações. Ele expressou preocupação com os impactos globais decorrentes da guerra.
Em um contexto mais amplo, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, comentou que os próximos dias seriam decisivos para a guerra no Oriente Médio, afirmando que o Irã poderia chegar a um acordo “se for sábio”. Ele destacou a disposição do presidente Donald Trump em negociar e que o Irã já estava ciente dos termos da proposta americana. Hegseth informou que, nas últimas 24 horas, o Irã disparou o menor número de mísseis e drones desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.
O secretário do Pentágono declarou também que a decisão de encerrar a guerra caberia exclusivamente ao presidente Trump, uma vez que os “objetivos fossem concluídos”. Ele indicou que os EUA possuem metas militares específicas em andamento.
Minutos antes da coletiva de imprensa, Trump fez um apelo aos países que dependem do petróleo do Estreito de Ormuz, sugerindo que tomassem a iniciativa para garantir seu abastecimento, afirmando que os EUA não estariam mais lá para ajudá-los. Trump enfatizou que o Irã já havia sido “dizimado” e que a parte difícil do conflito já havia passado, incentivando esses países a buscar seu próprio petróleo.
Essas declarações refletem um cenário tenso e complexo, com o Irã buscando uma resolução pacífica, enquanto os EUA mantêm uma postura militar assertiva, deixando a situação no Oriente Médio em um estado de incerteza.
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