Tensão no Oriente Médio: Resposta do Irã à Proposta dos EUA É Negativa
Teerã, Irã – A reação inicial do Irã à proposta dos Estados Unidos para pôr fim ao conflito em andamento não foi favorável, conforme declarado por uma autoridade iraniana de alto escalão nesta quarta-feira (25). O governo iraniano está atualmente avaliando a proposta, que foi oficialmente entregue ao Paquistão para ser repassada a Washington.
A fonte, que falou sob condição de anonimato, indicou que as condições apresentadas pelos EUA foram consideradas excessivas por Teerã. O governo iraniano reafirmou que a decisão de encerrar a guerra será tomada no momento que achar apropriado, desde que suas próprias exigências sejam atendidas.
Hezbollah Reitera Posição Contra Israel
Em um discurso televisionado, Naim Qassem, líder do Hezbollah, enfatizou que negociar com Israel durante o conflito equivale a uma rendição forçada. Qassem convocou a unidade entre os grupos contra Israel e declarou que os combatentes do Hezbollah estão prontos para continuar a luta "sem limites".
Países do Golfo Alertam Sobre Ameaças Iraniãs
Os países árabes do Golfo expressaram suas preocupações ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, afirmando que estão enfrentando uma ameaça existencial devido aos ataques iranianos contra sua infraestrutura. Segundo o chefe de Direitos Humanos da ONU, os ataques podem ser classificados como crimes de guerra.
O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, que já dura quase um mês, resultou em uma série de retaliações iranianas, incluindo ataques com drones e mísseis que causaram mortes de civis e um aumento nos preços do petróleo. O embaixador do Kuwait, Naser Abdullah H. M. Alhayen, ressaltou a gravidade da situação, afirmando que a abordagem agressiva do Irã compromete a segurança internacional e regional.
Outros representantes dos países do Golfo também se manifestaram, com o embaixador dos Emirados Árabes Unidos, Jamal Jama al Musharakh, denunciando as tentativas do Irã de desestabilizar a ordem internacional por meio de ações expansionistas.
Reunião de Emergência da ONU e Chamado à Paz
Os países do conselho de 47 membros estão se preparando para votar uma moção que condena os ataques "não provocados e deliberados" do Irã, buscando reparações e solicitando ao secretário-geral da ONU que monitore a situação.
Em resposta, o Irã defendeu suas ações, afirmando que mais de 1.500 civis foram vítimas de ataques israelenses e norte-americanos até o momento. O embaixador do Irã na ONU, Ali Bahreini, advertiu que a luta contra Israel é em defesa de todos e que, se não forem tomadas providências, a situação poderá se agravar ainda mais.
Volker Turk, o principal responsável pelos direitos humanos na ONU, pediu que os Estados tomem medidas para encerrar o conflito, descrevendo-o como extremamente perigoso e imprevisível. Ele destacou a necessidade urgente de acabar com os ataques a civis e à infraestrutura civil, alertando que ações deliberadas nesse sentido podem ser consideradas crimes de guerra.
A situação no Oriente Médio continua a evoluir, com uma sessão de emergência convocada para sexta-feira (27) para discutir os recentes ataques a uma escola primária.
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